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Archive for janeiro \31\UTC 2011

O assunto já foi tratado pelo Consumidor Seguro no post ‘Cabo de Guerra‘. E agora é oficial: o ressarcimento dos planos de saúde ao SUS, que já não é considerado ideal, caiu ainda mais. Entre 2007 e 2009, o valor passou de R$ 8,23 milhões para R$ 5,62 milhõesqueda de 31,7%, conforme dados divulgados pela Folha de S. Paulo na sexta-feira passada.

O texto de Claudia Colucci informa que uma lei de 1998 determina que as operadoras reembolsem o SUS quando um segurado utiliza a rede pública. Para os planos, porém, a lei é inconstitucional.

Os planos alegam que a saúde é um “direito de todos” e têm recorrido à Justiça para não fazer o ressarcimento, movendo uma ação de inconstitucionalidade – ainda não julgada definitivamente pelo Supremo Tribunal Federal.

A ANS (Agencia Nacional de Saúde Suplementar) é a responsável pela cobrança, após cruzar a lista de pessoas atendidas em hospitais públicos com a lista dos planos. Mas a própria agência reconhece que essa fiscalização precisa ser aprimorada.

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) mostrou que, em cinco anos, a ANS deixou de cobrar dos planos R$ 2,6 bilhões – ou mais de R$ 500 milhões por ano. Em 2010, o orçamento do Ministério da Saúde foi de R$ 67 bilhões.

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O Consumidor Seguro aproveitou o fim de semana para mais uma sessão pipoca. E agora vai compartilhar algumas informações e impressões sobre um dos filmes do momento: A Rede Social, de David Fincher.

Para quem não sabe, Fincher é o diretor norte-americano que já assinou títulos de grande impacto narrativo e visual como Seven – Os Sete Pecados Capitais, Clube da Luta, Zodíaco e, no ano passado, quase levou o Oscar de filme e direção por “O Curioso Caso de Benjamin Button.

Neste ano, emplacou novamente nas indicações mais importantes, além de concorrer em mais seis categorias. Se ganhar os principais prêmios, será na verdade uma grande injustiça com sua filmografia anterior, que é bem mais consistente e interessante.

Mas, dessa vez, não há como negar: Fincher conseguiu um nível de sintonia inédito com o modo de vida contemporâneo, ou se preferem, com o modo de vida online.

E o que realmente importa em A Rede Social para o Consumidor Seguro? A noção cada vez mais indiscutível do poder da rede na divulgação de dados e informações, a capacidade de conexão que atravessa e derruba fronteiras e/ou barreiras de todo tipo e gênero e, principalmente, a comprovação de que a internet ainda é um universo em expansão para novas e boas idéias.

E, analisando até mais profundamente, não há mais nada a tirar do filme, além da direção afiada de David Fincher nos diálogos rápidos e intensos. Quanto ao elenco, vale apontar a boa atuação de Justin Timberlake, e o único ator que se destaca de verdade, que é justamente o protagonista, vivido pelo quase desconhecido Jesse Einsenberg.

Com sutileza, ele consegue compor um personagem que se mostra, ao mesmo tempo, herói e vilão, movido por uma paixão, mas também sempre frio e distante, capaz de dar vida a um site que conecta milhões de pessoas em todo o mundo, mas que permanece perdido e solitário. Não vai ganhar o Oscar, mas assim como Facebook, sua carreira está só começando…

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Apesar da elevada audiência do Consumidor Seguro, considerando que o blog tem poucos meses no ar, nossos leitores permanecem em silêncio e são poucos aqueles que deixam comentários a respeito do conteúdo publicado.

Creditamos o fato, em grande parte, ao que já comentamos no post “Ninguém sabe, ninguém viu”. Numa tentativa de abafar os casos – e a causa – as seguradoras fingem que não percebem nosso crescimento e evolução. É um direito que lhes cabe e ponto final.

Há, claro, exceções. Vamos analisar e comparar as mais recentes. No dia 18 de janeiro, o leitor Marco Aurelio Fonseca, em comentário deixado no post “Protesto de um corretor de seguros”, enalteceu que “devemos sempre divulgar em todos meios disponíveis situações semelhantes para que o maior número de pessoas e o mercado de seguros tome conhecimento do assunto. Parabéns pelo justo resultado!”.

Tudo devidamente documentado e assinado, com um e-mail válido (que só os gestores do blog têm acesso, claro), o comentário está lá, na íntegra, para quem quiser conferir.

Mais eis que aparece outro comentário, datado de 22 de janeiro, agora negativo e pouco produtivo, deixado no post “Nossos seguidores pensam como a gente – Parte II”.

“Não vejo nada útil neste site. Muita conversa e pouca solução. Aliás, acho que é funcionário de seguradora…”, dispara o autor, assinando como Francisco Maia.

Gente, a atitude dele está muito parecida com aquela metáfora da psicologia: quando você aponta o defeito em alguém, não se esqueça que há pelo menos três dedos em sua própria direção!

O nosso suposto leitor Francisco Maia, no entanto – talvez por pressa, talvez por desatenção – deixou-nos um e-mail inválido e nenhuma referência sobre onde e com que trabalha.

Como assim? Então o único objetivo era apenas nos atacar, sem deixar vestígios? Infelizmente, parece que sim.

Acreditamos que ele não leu nenhum caso de sucesso do Consumidor Seguro, nem consultou a quantidade de visitantes, nem muito menos se deu ao trabalho de verificar a repercussão do blog nas mídias sociais.

Mas tudo isso não nos causa surpresa, porque já tínhamos previsto atitudes desse tipo no desenho do projeto. E somos transparentes o suficiente para aceitar os comentários positivos e negativos deixados no blog.

Mas, por favor, deixem pelo menos um e-mail de contato. Quem sabe aqueles que atiram as pedras podem nos conceder entrevistas muito enriquecedoras para o futuro do Consumidor Seguro?


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Em notícia que saiu no dia 12 de janeiro, publicada pelo site do Supremo Tribunal de Justiça, a SulAmérica apelou à instância máxima de nosso sistema jurídico, mas perdeu e vai pagar indenização de R$ 161 mil para uma família do Paraná. Leia a seguir, na íntegra, a matéria publicada pelo STJ:

Sulamérica Seguros é condenada a indenizar família no Paraná

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça negou recurso da Sulamérica Seguros de Vida e Previdência. Com a decisão, a seguradora deve indenizar em R$ 161 mil a família de um homem que morreu em um acidente de trânsito, no Paraná.

Segundo o processo, a Sulamérica tentou modificar entendimento do Tribunal de Justiça paranaense, alegando que a vítima dirigia em alta velocidade e com a carteira de habilitação suspensa, o que teria aumentado o risco do acidente, por isso a indenização do seguro de vida era indevida.

A ministra relatora, Nancy Andrighi ressaltou que de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o ônus da prova caberia à Sulamérica. Assim, a seguradora teria de provar que o segurado aumentou, intencionalmente, o risco de acidente, o que não conseguiu.

A ministra disse também que a responsabilidade da empresa é abranger todos os riscos peculiares à modalidade do seguro contratado”.

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O caso que teve início com o post “Protesto de um corretor de seguros” foi devidamente solucionado, conforme já noticiamos.

É com grande satisfação que vemos todos os agentes do mercado de seguros empenhados em transformar um problema numa oportunidade de mostrar competência e compromisso com os consumidores.

Por isso, não podemos deixar de compartilhar o depoimento enviado pelo corretor João Camillo Fregonezi, da Fregonezi Corretora de Seguros.

Parabéns ao corretor e ao seu segurado, mas também à Bradesco Seguros, que não poupou esforços para resolver a questão.

Segue então, na íntegra, o depoimento enviado ao Consumidor Seguro:

“Senhores, bom dia.

O segurado Marcos Aparecido Burjato, que teve seu caso de perda parcial com remarcação do chassi do veículo transformado em perda total pela Bradesco Seguros com a intervenção do Sincor ABCDMR na figura do Sr. Junior, agradece ao interesse do CONSUMIDOR SEGURO pelo assunto e também pelo contato feito com a Sucursal de São Bernardo do Campo, fato que sabemos também ajudou a pressionar os envolvidos a dar rápida solução ao caso.

É bom ter aliados assim nestas horas, pois às vezes o corretor ou o segurado fica “brigando” com as seguradoras e a solução do problema não evolui devido à burocracia imposta pelas seguradoras.

É bom também que a divulgação de casos com e sem solução seja feita de forma rápida, pois a exposição na mídia dos nomes das seguradoras envolvidas apressa a solução e garante o equilíbrio do mercado entre as partes.

Sabemos que, devidamente colocados os problemas e as solicitações, as partes envolvidas acabam por ter rapidez na solução dos problemas – e esse é o papel do corretor de seguros no mercado segurador, que carece ainda de qualidade na formação dos profissionais desta área.

Com 25 anos de mercado segurador, apoiamos a todos que possam contribuir de alguma forma na capacitação do corretor, na informação e troca de experiências entre estes e seguradoras. Assim todos se aprimoram através dos problemas e aceitam de forma natural o envolvimento das partes envolvidas na defesa dos direitos do segurado.

Colocamo-nos à disposição para demais esclarecimentos”.

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A ANS enviou uma pesquisa para todas as cerca de 1.000 empresas do setor no país, com questões relacionadas aos procedimentos de atendimento. Cerca de 850 responderam a pesquisa, que auxiliou na elaboração da proposta de resolução para diminuir o tempo de espera no atendimento de planos de saúde.

Conforme informações do jornal Folha de S. Paulo, em texto de Juliana Granjeia, na semana que vem a ANS vai colocar em consulta pública o conteúdo da nova norma.

De acordo com declaração do presidente da ANS, Maurício Ceschin, a ANS recebe muitas reclamações de usuários de planos relacionadas com a demora no atendimento em hospitais, clínicas e consultórios.

Em registro que tem tudo a ver com o nosso post “Atrasos impunes”, a resolução pretende garantir o acesso dos usuários aos serviços oferecidos e vai determinar o tempo de espera máximo para cada tipo de atendimento.

“Para cada tipo de atendimento haverá um limite diferente. A medida irá garantir o acesso dos usuários de plano de saúde. Isso é o mínimo que a gente espera de um plano”, afirmou Ceschin.

O prazo para cada procedimento – atendimento ao paciente, marcação de consulta, exame e procedimentos cirúrgicos – será divulgado com a proposta de resolução.

O texto ficará disponível para consulta por 30 dias, e, após o fim do prazo, a ANS vai reunir as contribuições recebidas e elaborar o texto final da resolução.

De acordo com o presidente da Agência, a intenção é de que a norma entre em vigor ainda no primeiro trimestre deste ano!

 

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Faz um tempinho que o Consumidor Seguro não elege uma matéria bacana sobre seguros para entrar na série Matéria Nota 10 da Semana.

Pois agora temos mais uma das boas e queremos compartilhar com nossos leitores.

Trata-se de um texto publicado pelo site da Exame, assinado por Cacau Araújo, que aborda um assunto atual e inquietante – não só pelo que acontece hoje, mas pelo que virá… então vamos lá!

Os desastres naturais mudam o perfil dos seguros no Brasil?

Especialistas consultados por EXAME.com dividem opiniões sobre a possibilidade de aumento de preços, mas concordam que o brasileiro deve se atentar mais aos seguros

As chuvas que alastram a região serrana do Rio de Janeiro há uma semana já são consideradas o pior desastre natural já ocorrido no Brasil. Até agora, foram registradas 713 mortes, mais de 20 mil pessoas estão desabrigadas. Doações para ajudar os atingidos pelas enxurradas chegam – com dificuldade – de todo o Brasil.

No momento de reestruturar a rotina, ter um seguro pode ajudar – pelo menos do lado material. Para Adelson Cunha, presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), o Brasil ainda não tem costume de cuidar do patrimônio. “É uma lacuna a ser preenchida, não temos essa cultura de fazer seguro de todos os bens”, afirmou.

O presidente da FenSeg acredita que a população ainda não se deu conta que aqui há riscos de alagamento e inundação, mas a situação vivida pelo Rio de Janeiro deve mudar esta ideia. De acordo com Cunha, a tendência é o número de pessoas que passem a fazer seguros contra desastres naturais deve aumentar. “A partir do momento que se começa a ter a percepção de que se pode ser atingido, as pessoas vão atrás de uma forma de se proteger”, explicou.

Cunha apontou ainda que há uma possibilidade de os seguros na área atingida pelas enxurradas no Rio de Janeiro passarem a pagar mais caro para segurar seus bens. “Estaria mentindo se dissesse que não haveria mudança ali. Uma seguradora nada mais é do que uma administradora do recurso do segurado, e se o local traz mais riscos pro cidadão, pode existir uma mudança de taxa. É possível e provável”, ponderou Cunha.

Já para Luiz Francisco Minarelli, diretor de Sinistros da Liberty Seguros, por enquanto, os preços dos seguros na região serrana do Rio não devem subir. “É um caso especifico, isolado. Não dá para pegar um caso isolado e aplicar uma taxa sobre isso, não se pode definir isso como tendência ainda.”

De acordo com Minarelli, o números de sinistros registrados pela companhia ainda não são alarmantes. Até o início da semana, a seguradora tinha uma média de 100 sinistros de veículos. “O prejuízo é um pouco maior, porque a maioria é quadro de perda total”, contabilizou.

Apesar de terem opiniões diferentes sobre a possível alta nos preços de seguros depois da catástrofe no Rio, tanto Adelson Cunha quanto Luiz Francisco Minarelli concordam em uma coisa: o brasileiro deve começar a se preocupar em se proteger – e proteger seu patrimônio – contra os desastres naturais. Para Minarelli, os sucessivos problemas com as chuvas em todo o país deve começar a gerar uma demanda por seguros contra enchentes e inundações.

Deus é brasileiro?

Para o líder regional de BCM da Marsh para a América Latina, Roberto Zegarra, a resposta é não. “Fica óbvio que aquele ditado de antigamente que ‘Deus é brasileiro’ e os desastres não acontecem no Brasil não é verdade, os riscos estão mudando”, aponta Zegarra.

Na carteira de serviços da Marsh está a consultoria de gerenciamento de risco para empresas. E de acordo com Zegarra, existe uma necessidade cada vez maior de entender melhor os riscos relacionados aos desastres naturais. Segundo ele, a companhia está vendo um aumento “significativo” na prevenção e no trabalho de continuidade – como agir depois de o risco ter, de fato, acontecido.

“O que estamos vendo é o aumento da quantidade de desastres naturais no Brasil. Antes enchentes, vendavais eram esporádicos, mas quanto mais catástrofes, mais as seguradoras precisam de dinheiro para pagar os prêmios dos segurados”, avaliou o vice-presidente sênior da Marsh.

O risco de um local é calculado a partir de um conjunto de mapeamentos meteorológico e geológico, quais são as áreas suscetíveis a inundação etc. “E o cenário pode mudar, pode haver uma área que hoje não é suscetível a esses problemas, mas os riscos mudam. Às vezes por fatores externos, como desmatamento, urbanização desorganizada, falta de infraestrutura”, explicou Zegarra, que considera que o trabalho inteiro tem um objetivo só: descobrir maneiras de minimizar os riscos”.

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