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Archive for setembro \30\UTC 2011

Acaso é mesmo assim! Não faz muito tempo que publicamos o post “A magia do acaso”. E eis que encontramos entrevista do IG com um físico que usa probabilidades para mostrar como a probabilidade – e nem sempre a lógica – influencia o mundo de hoje. O texto é longo, mas vale cada uma de suas linhas, como segue:

“O físico norte-americano Leonard Mlodinow, 56 anos, é um produto do acaso, ou da sorte. Ele só nasceu porque seu pai foi um improvável sobrevivente de campo de concentração nazista na 2ª Guerra Mundial e perdeu a mulher e os dois filhos durante o conflito. O velho Mlodinow esteve a um instante de ser assassinado após, faminto, roubar um pão na padaria do campo de concentração – por algum motivo, salvou-se e foi designado para a padaria. Acabada a guerra, emigrou para os Estados Unidos, onde se uniu a uma moça judia, refugiada.

“Se não fosse pela guerra, meu pai nunca teria emigrado para Nova York, nunca teria conhecido minha mãe, também refugiada, e nunca teria gerado a mim e aos meus dois irmãos”, escreve.

É justamente o acaso, ou a aleatoriedade, o tema de “O Andar do Bêbado” (Zahar, R$ 42 nas livrarias e R$ 34,50 na Bienal do Livro), livro escrito por Leonard Mlodinow, que usa as probabilidades para explicar como muitos dos acontecimentos que mudam a nossa vida acontecem sem uma lógica clara. O físico está no Rio para a Bienal do Livro, para participar de um café literário nesta quinta-feira (8).

De acordo com Mlodinow – autor de cinco livros, mais dois no prelo –, “o acaso afeta tudo que você faz e muda muitos e importantes momentos de definição em sua vida”.

O físico escritor cita casos como o da escritora J.K.Rowling, que teve o primeiro livro Harry Potter recusado por nove editoras, e John Grisham, de “A Firma”, cujos manuscritos foram rejeitados 26 vezes, para afirmar que frequentemente o aleatório faz com que a arma que nos resta seja a persistência. “É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem”, diz, no livro.

Citando Thomas Watson, ele diz que “se quiser ser bem-sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. É matemática, ou probabilidade: quanto maior o número de tentativas, maiores as chances de se conseguir algo.

Usando as leis de probabilidades, mostra como estava errado um exame de sangue que o apontou como HIV positivo em 1989, embora não fizesse parte de nenhum “grupo de risco”. Tomando por base o fato de que ele estava fora de qualquer grupo de risco e de que apenas 1 a cada 10.000 homens brancos heterossexuais não-usuários de drogas tinha HIV, chegou à conclusão de que havia apenas 1 chance em 1000 de que estivesse contaminado, e não o contrário.

A partir das probabilidades como ferramenta principal, Mlodinow diz que a confiança que temos em testes médicos – ou de antidoping, para atletas, por exemplo – deve ser na medida de sua imprecisão, ou margem de erro. Segundo ele, as taxas de falha desses exames muitas vezes podem variar de 1% a até 15%, dependendo do caso.

E afirma que a chance de se ganhar na loteria nos EUA é a mesma de se morrer em um acidente de carro a caminho da compra do bilhete.

Foi assim, por vezes se assombrando com a própria experiência e por outras se divertindo, costurando a história de teorias matemáticas com exemplos práticos, que o físico escreveu o bem-humorado “O Andar do Bêbado” – síntese da aleatoriedade, o ébrio parece sempre estar a um ponto de cair, mas o próximo passo é imprevisível.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista do iG com Leonard Mlodinow.

iG – Com tanto acaso no mundo, a sorte existe?

Leonard Mlodinow – Claro, a sorte existe. Se acontece em seu favor, você pode considerar sorte. Se eu lhe oferecer US$ 100 se uma moeda der ‘cara’, e der, isso pode ser considerado sorte; se der ‘coroa’, é azar.

iG – De acordo com um conceito que o sr. cita, a probabilidade de um evento acontecer ao mesmo tempo de outro é sempre menor do que a probabilidade de um evento acontecer independentemente. Então, se uma pessoa for mentir ao chefe por estar atrasado para o trabalho, ele será mais convincente se der só uma desculpa, em vez de dizer que estava trânsito, o pneu furou e a mulher quebrou a perna…?

Leonard Mlodinow – É melhor dar só uma desculpa. O chefe pode pensar: essas são todas coisas raras e todas elas aconteceram com você hoje? ‘Ok, trânsito é comum, pneu furado acontece em 1/100 casos, e a mulher quebrou a perna…’ Junta tudo. Soa muito menos provável. Quando falamos algo muito específico, soa mais provável, mas na verdade é muito menos provável de acontecer. Mentiras vagas são melhores.

iG – Qual a chance de uma superstição dar certo?

Leonard Mlodinow – Superstições são baseadas em coincidências ou no que você quer acreditar. As pessoas gostam de achar que tem controle. Se um jogador de futebol põe as meias ao contrário e faz dois gols ele pode achar que foi por isso. Quando se tem uma teoria, há uma tendência de acreditar no que a confirma e desacreditar o que a refuta.

iG – É possível que o acaso esteja apenas seguindo uma certa “lei” do universo que simplesmente ainda desconhecemos?

Leonard Mlodinow – Claro. Primeiro, no nosso dia-a-dia não há acaso real. Está tudo baseado no nosso desconhecimento. Se uma pessoa for atravessar a rua e for atropelada, se ela soubesse que viesse naquela hora um motorista bêbado, poderia evitar. Mas não se sabe essas coisas, então vira o acaso. Se os fundamentos da física estão corretos, há uma certa aleatoriedade na física quântica que não se poderia nunca prever, mas isso não é a vida cotidiana, que segue as leis de Newton.

iG – O sr. diz que nunca se deveria julgar as pessoas pelos resultados, mas é assim que estamos acostumados a fazer.

Leonard Mlodinow – Essa é a maneira preguiçosa de se avaliar alguém, é a maneira mais fácil. Um jogador de futebol com sorte pode ter um ano maravilhoso e depois nunca mais repeti-lo. As estatísticas daquele ano o levariam a ser contratado para um grande time e a receber milhões. É assim também no ramo dos executivos. Mas convém julgar as pessoas mais pelos seus talentos do que por seus resultados.

iG – No livro, o sr. cita Thomas Watson, dizendo que “se quiser ser bem sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. Essa é a receita do sucesso, não desistir nunca?

Leonard Mlodinow – Não digo que seja a receita do sucesso nem que deva regular a vida de ninguém. Mas é muito importante e reconfortante, porque todos nós fracassamos. O negócio é continuar tentando, como o coelhinho da propaganda da Duracell.

iG – A partir de exemplos que o sr. citou no livro, testes médicos com resultados equivocados são mais comuns do que imaginamos. Isso significa que não devemos confiar neles?

Leonard Mlodinow – Sim, devemos confiar neles, mas da mesma maneira que confiamos em uma pesquisa de opinião, dentro de suas margens de erro.

iG – Quando o sr. recebeu o teste com HIV positivo começou a fazer as probabilidades de estar errado? O sr. se deu conta do erro do teste logo?

Leonard Mlodinow – Só me dei conta semanas depois. Fiz um monte de testes e depois disseram que eu estava bem. Por algumas semanas foi horrível. Eu nem pensei nisso. Só depois me dei conta disso e fiz os cálculos. Entre homens brancos, heterossexuais e não-usuários de drogas injetáveis, as chances de contaminação eram de 1 em 10.000, e ocorriam 10 falsos positivos em 10.000 testes. Então, na ocasião, a chance de eu não estar contaminado era de 10/11.

iG – Para o uso prático, o que é mais útil aprender: probabilidades ou estatística?

Leonard Mlodinow – Ambos.

iG – O sr. estava no World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 e sobreviveu. O que estava fazendo lá?

Leonard Mlodinow – Tinha levado meu filho ao jardim de infância, estava do lado de fora. Eu morava a um bloco dali. Estava ali todo dia, então minhas chances de estar ali eram maiores do que a da maioria. Tinha muito pouca gente nos prédios àquela hora. Se o ataque fosse mais tarde, teria dez vezes mais gente. A maioria das pessoas não chegam para trabalhar às 8h30.

iG – O sr. critica rankings feitos por experts em vinhos e comida. Eles são imprecisos em suas análises?

Leonard Mlodinow – É como todo o resto, olhe para a margem de erro deles. Um desses experts admitiu para mim: ‘É, a margem é de três ou quatro pontos, em 100. Então, quando se compra um vinho cuja nota é 91, poderia ser 88 ou 94. Se for 94, você gastará mais US$ 20 do que se for 88. Um dia é 88, outro é 91, outro é 94. Um 96 é provavelmente melhor que um 86. Eu tento ignorar essas classificações, porque mesmo que você saiba que não há diferença é difícil ignorar. É a mesma coisa com o truque de preços US$ 19,99. São US$ 20. Mas US$ 19,99 soa muito mais barato que US$ 20. Eu repito para mim mesmo: US$ 20. É difícil não se impressionar, mas deve-se tentar.

iG – Quais são as chances de que Deus exista, em sua opinião?

Leonard Mlodinow – Não tenho nenhuma ideia. Eu não tenho nenhuma razão para acreditar que exista. Não quer dizer que não é verdade. Mas também não digo que tenha alguma razão para dizer que não exista. Como muitas coisas, não tenho razão para dizer que não é verdade. Eu poderia acreditar que vou ganhar na loteria, e isso me faria muito feliz, como meu pai, que comprava um bilhete todo dia. Ele nunca venceu, mas isso o fez feliz.

iG – O sr. nunca lhe disse quais eram as verdadeiras chances que ele tinha?

Leonard Mlodinow – Não, eu lhe comprava bilhetes! É um jeito mais barato de se ter esperança que a religião. E ninguém morre disso… Na verdade, morre, sim… Mostro no livro que tantas pessoas morrem no caminho para comprar bilhete, em acidentes de carro, quanto ganham na loteria. Eu calculei isso. Para cada vencedor, um morre em acidente indo comprar um bilhete, com base em dados do Departamento Nacional de Trânsito dos EUA.

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E com o título “Aumentam prisões por crimes ao consumidor”, o jornal O Estado de S. Paulo trouxe a notícia de que delegacias especializadas já prenderam 120 pessoas neste ano, cinco vezes o total de 2010. Além disso, o número de boletins de ocorrência chega a 1.060!

“Nunca a polícia paulistana prendeu tantas pessoas que praticaram crimes contra o consumidor. Segundo levantamento feito pela Divisão de Investigações contra o Consumidor da Polícia Civil (Disic), as duas delegacias especializadas da capital prenderam ou detiveram 120 pessoas entre janeiro e agosto deste ano. O número já é cinco vezes maior do que o total registrado no ano passado – 24 prisões.

No ano, também foram registrados 1.060 boletins de ocorrência, enquanto 2010 inteiro somou apenas 945 BOs – crescimento de 12%. O delegado que coordena a Divisão de Investigações sobre Infrações Contra o Consumidor, Paulo Roberto Robles, revela ainda que já foram instaurados 856 inquéritos neste ano. “Fizemos muitos flagrantes e os consumidores estão recorrendo mais à polícia para denunciar empresas que violam os seus direitos”, diz.

Móveis. Entre os principais casos investigados pela delegacia está o de mais de 70 consumidores lesados por um empresário que tinha três lojas de móveis planejados. Sem dar explicações aos clientes ou à fábrica, o empresário fechou as três unidades (Interlagos, Cotia e Washington Luís) no dia 19 de abril e sumiu. O coordenador fiscal Alexandre Rodrigues de França, de 34 anos, foi dos muitos consumidores que pagaram, mas nunca receberam os móveis encomendados na loja.

“Comprei projeto de R$ 18 mil, mas consegui sustar alguns cheques. Agora, quero a devolução dos R$ 8 mil que já foram pagos e indenização de R$ 1.500 dos gastos com advogados.”

Móveis do bebê

A analista de sistemas Márcia Duque, de 44 anos, também conseguiu cancelar alguns cheques e pede de volta os R$ 3 mil que já pagou pelos móveis do quarto do bebê, que nunca chegaram. “Já fui à delegacia e até já contratei um advogado para processar o empresário. Mas, até onde sei, quem entrou na Justiça ainda não teve retorno, porque o cara não tem nada no nome dele”, conta.

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Lá vamos nós pegar o cinema de carona para falar de… seguro de automóvel e de seguro de vida. Já é grande a lista de cineastas prediletos do Consumidor Seguro, como relatamos nos posts “Mal estar contemporâneo” e “O poder da rede”.

Mas até o momento não tínhamos citado o canadense David Cronemberg, que volta em breve para sacudir a indústria do cinema com o filme “Cosmopolis“, baseado em best seller de Dom Delillo.

O enredo (de “Cosmopolis“) conta a história de Packer (Robert Pattinson, de “Crepúsculo“), um bilionário de 28 anos que cruza Manhattan atrás de um corte de cabelo (boa parte da trama se passa dentro da limusine dele).

No decorrer de um dia, ele perde sua fortuna depois de apostar na bolsa contra o yen. A francesa Marion Cotillard faz a esposa do personagem, que ele vê na rua pela janela do carro em situações diversas ao longo da jornada.

Mesmo sem ter sido lançado, o making of da cena em que Packer leva um tortada na cara já vazou e indica que a metralhadora conceitual de Cronemberg está apontada agora para a desconstrução de mitos e celebridades, o que ao mesmo tempo inova e mantém a fidelidade de sua proposta, sempre investigando as mutações (ou aberrações?) físicas, morais e psicológicas que são geradas pelo mundo de hoje.

Pedimos até desculpas, só que foi impossível resistir à digressão. O foco deste post é entretanto outra obra do cineasta: “Crash – Estranhos Prazeres“, de 1996. Com uma trama perturbadora, o filme mostra personagens perdidos numa obsessão muito maluca: pessoas que sentem prazer físico e até sexual provocado por acidentes de carros.

A mutação psicológica e física levada ao limite conduz o espectador a uma experiência única e estarrecedora – mas a gente já não convive, sem prestar atenção, com tantas sandices muito mais contundentes, sejam sociais, políticas, econômicas, médicas, ambientais, éticas e por aí vai?

Segundo o blog ‘Pudim de Cinema‘, “um dos grandes destaques da carreira insana de Cronenberg, mesmo não sendo seu projeto mais reconhecido, é construído com extrema eficácia e de forma devastadora, para não dizer excitante, em sua temática hipnótica”.

Da mesma fonte, vem o comentário a seguir. “Envolvente e penetrável em toda sua duração, a obra obtém sua magnitude estilística e interpretativa na bomba-relógio que construiu a partir de um estouro automobilístico encerrado num gemido de prazer, se solidificando num jogo de fascínio e inspiração digno da altura de seu autor”.

Para ressaltarmos como é importante contar com um seguro de automóvel, mas sobretudo com um seguro de vida, trazemos o clímax sombrio e atordoante da sequencia final, em que se entrecruzam temáticas tão diversas como vida e morte, previsibilidade e acidente, dor e prazer, amor e sexo.

Mesmo em inglês, sem legendas, a direção magistral de Cronemberg faz da cena um dos marcos nos anos 90.

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Já existe no Brasil um seguro para bullying, oferecido por uma grande seguradora multinacional. O produto traz a garantia de recebimento de indenização em caso de condenação por negligência em episódios que envolvem “bullying” (termo utilizado para caracterizar ofensas e situações constrangedoras no ambiente escolar), desvio de documentos do aluno e violência.

A novidade pode ser contratada por universidades, colégios, escolas de idiomas, entre outros tipos de instituições de ensino, cobre perdas financeiras devido a eventos previstos em contrato, custas da defesa e gerenciamento de crise, além de tratamentos psicológicos dos alunos vitimados.

É claro que o Consumidor Seguro aplaude a iniciativa, embora considere que o problema deve ser enfrentado também pelas autoridades brasileiras da educação.

O massacre de Realengo, que aconteceu neste ano, foi só um episódio entre tantos outros em que vítimas do bullying resolver fazer justiça com as próprias mãos. Mas é preciso tomar cuidado com as conclusões apressadas – porque no Brasil, de uns tempos pra cá, já virou chavão dizer que ‘todo problema escolar tem alguma relação com bullying’.

Para mostrar que o assunto é sério e intriga há tempos os pedagogos, professores, pais e alunos em geral, o filme “Elefante”, de Gus Van Sant, foi lançado em 2003 – e, de quebra, chocou o público com uma narrativa seca e distanciada, como se nenhum de nós pudesse fazer mais nada para conter a violência escolar.

Com um trabalho de câmera estonteante e radical – tão poderosa quanto a de “O Terceiro Tiro”, de Hitchcock – e um enredo que vai e vem, cruzando cenas chaves com perspectivas de diferentes personagens, Van Sant chega ao ápice como cineasta. Na época, quando lançado, a obra, nem o prêmio, conseguiram dar visibilidade para um problema mundial – embora o foco do filme seja o conhecido Massacre de Columbine.

E quantos vieram depois? Não só por causa de bullying, mas também pela ação de psicopatas de toda espécie – alguns representantes da extrema direita européia.

Sem dúvida, o tema fornece elementos para mais um gigantesco e solene elefante, enigmático e incompreensível.

Mesmo para quem não gosta de cinema de arte, nem sabe prestar muita atenção em sofisticadas metáforas, além do ritmo lento, vale a pena ver do início ao fim. A sequencia final é trágica e comovente, mas sem margem para pieguismos.

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A notícia é do blog Advogado de Defesa, do Estadão, com o título “Golpe do seguro engana quem tem valor a receber” e autoria de Saulo Luz. Com o objetivo de amplificar o alerta, segue o texto:

“Quem aguarda pagamentos de seguradoras e planos de previdência deve ficar atento. O alerta é da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que recebeu em julho 149 denúncias de consumidores lesados por estelionatários que oferecem resgate de seguro, mediante prévio depósito em conta. No mesmo mês do ano passado, foram 93 denúncias.

Por telefone, os golpistas entram em contato com a vítima e oferecem o resgate do valor do prêmio de um seguro (que a vítima já havia contratado e aguardava receber) e planos de previdência adquiridos no passado. Porém, os estelionatários exigem o pagamento prévio de valores para cobrir as custas para liberação do dinheiro.

Na maioria dos casos, quando do contato feito pelos estelionatários, as empresas onde os seguros foram contratados já encerraram suas atividades, encontrando-se sob regime de liquidação extrajudicial. “Eles conseguem os dados e contatos das vítimas porque, normalmente, as pessoas movem processo contra as seguradoras falidas. E as informações da Justiça são públicas e podem ser acessadas nos fóruns, diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

A Susep lembra que os responsáveis pelas finanças das empresas liquidadas ( e pelo pagamento de credores, ex-funcionários, segurados e beneficiários), não podem solicitar pagamento prévio de qualquer valor para liberação dos benefícios. Além disso, nesse caso, os contatos são feitos de maneira formal (por carta ou edital) e jamais por telefone ou e-mail.

Vítimas de tentativa de golpe devem denunciar o caso imediatamente no site da Susep, que já encaminhou o caso para o Ministério Público e a Polícia Federal investigarem”.

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Na primeira semana de setembro, o InfoMoney trouxe matéria que muito interessa ao Consumidor Seguro, como segue:

“Atualmente, a contração de seguro é essencial para trazer um pouco de tranquilidade, sobretudo, em grandes cidades. Entretanto, na hora de contratar um seguro, independentemente do tipo, é preciso tomar alguns cuidados para evitar dores de cabeça no futuro.

De acordo com a técnica da PROTESTE – Associação de Consumidores, Gisele Rodrigues, de forma geral, a falta de atenção ainda é a culpada pela maior parte dos problemas enfrentados por quem contrata uma apólice de seguro.

Assim, diz ela, ter atenção ao contratar um seguro é essencial. Veja abaixo outras dez dicas que podem ajudar a evitar problemas:

  1. Conte com a ajuda de um corretor, mas certifique-se de que se trata de um profissional com inscrição na Susep (Superintendência de Seguros Privados). Para isso, explica Gisele, basta consultar no site da entidade;
  2. Ao receber as cotações de empresas diferentes, avalie se elas possuem o mesmo padrão, ou seja, se as coberturas são semelhantes;
  3. Conheça o seu perfil. Segundo Gisele, conhecer bem o próprio perfil é importante para evitar a contratação de coberturas desnecessárias;
  4. Observe atentamente se estão corretas as informações preenchidas no questionário de risco, já que a seguradora pode se recusar a pagar o seguro, em caso de sinistro, se encontrar informações incorretas;
  5. Vai contratar seguro de casa ou carro? Informe a seguradora se há dispositivos de segurança, visto que tal ferramenta pode acarretar desconto no seguro;
  6. Busque referência. Segundo Gisele, é importante se informar a respeito da seguradora na qual pretende contratar o seguro. Procure informações com outras pessoas e entidades de defesa do consumidor;
  7. Escolhida a empresa, analise atentamente o contrato, verificando sobretudo abrangência e exclusões;
  8. Observe a forma de pagamento e tenha consciência de que o valor à vista é geralmente mais baixo do que o pratico a prazo;
  9. Na hora da renovação, avise o corretor da não ocorrência de sinistro, pois o mercado, avisa a técnica da Proteste, costuma oferecer descontos para quem não teve ocorrência na vigência anterior;
  10. Por fim, tenha sempre por perto o telefone do corretor e da seguradora para recorrer a um deles, em caso de necessidade”.

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A Revista Info sempre surpreende com notícias de ponta, como segue:

“Se depender da vontade do designer Shikun Sun, além da função básica de fazer e receber ligações pelo celular, os cegos têm uma chance de usar o aparelho para ler mensagens, e-mail e fazer outros comandos que até então dependiam apenas da visão.

Ele criou o DrawBraille, conceito de smartphone com 210 pontos que se movem para cima e para baixo para criar o alto relevo necessário à leitura em braile.

O aparelho tem 05 (cinco) colunas de pontos, que representam os 35 símbolos que formam esse alfabeto, e basta passar os dedos sobre a superfície para ler o menu, a lista de contatos, e-mails, mensagens e até navegar na internet. Se o texto escrito no display mecânico for muito grande, há botões na extremidade do telefone para ‘rolar apágina’ para cima ou para baixo.

Ao lado da área deleitura dos pontos, foi projetada uma superfície composta por 20 (vinte) quadrados, onde o usuário desliza os dedos para executar comandos e escrever.

Para redigir uma mensagem em braile, basta fazer os toques certos nos seis quadrados centrais. Os números estão representados pelas teclas que ficam na parte mais externa do teclado.

Para facilitar a conferência do status da bateria, o designer Shikun Sun projetou 05 (cinco) pontos mecânicos também na lateral do DrawBraille. Cada ponto representa 20% do nível total de carga e quanto mais pontos em alto-relevo, mais carregada está a bateria.

O celular ainda tem comandos rápidos que podem ser programados pelo usuário, player de músicas e bloqueio de teclado. Conceito para iPhone nenhum botar defeito”.

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