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Archive for fevereiro \28\UTC 2012

Em meio à preocupação um mundial sobre as mudanças climáticas – quem não sentiu na própria pele o óbvio ululante? – um grupo americano parece ter financiado campanha para convencer a população -e a própria comunidade científica que é ficção o cenário de falta de sustentabilidade global, em especial no que se refere ao futuro do meio ambiente.

Seria mais uma teoria conspiratória? Muito pelo contrário, a julgar pela matéria do Portal EcoDebate, de 24 de fevereiro, como segue:

“Grupos americanos financiaram campanha para rejeitar mudanças climáticas

Um novo escândalo sobre mudanças climáticas começou nos Estados Unidos depois que vieram à tona documentos que mostram que grupos de direita financiaram uma campanha para influenciar a maneira como se ensina a questão nas escolas.

Documentos sobre a estratégia e o orçamento interno da Heartland Institute, uma organização sem fins lucrativos com sede em Chicago (Illinois, centro-norte), foram revelados na semana passada, mostrando que 200 mil dólares seriam gastos em um “projeto sobre aquecimento global”. Reportagem de Kerry Sheridan, AFP.

O projeto pregaria que “o fato de que os seres humanos estão modificando o clima é uma controvérsia científica” e que é igualmente “controversa a confiança” dos modelos climatológicos, segundo os documentos.

Também são mencionados milhares de dólares em doações provenientes da indústria e investimentos em combustíveis fósseis, um doador anônimo que deu 1,25 milhão de dólares e uma gratificação de 300 mil dólares para o grupo de cientistas rejeitar as descobertas da ONU sobre a mudança climática.

O Heartland Institute disse que um dos documentos que vazou era falso, mas não comentou os outros e se negou a responder os pedidos de entrevista da AFP.

O escândalo ganhou novas dimensões nesta quarta-feira (22), quando um congressista pediu que seja realizada uma audiência para determinar se um dos cientistas mencionado nos documentos – um funcionário do Departamento do Interior dos Estados Unidos – recebeu remunerações indevidas da Heartland Institute para negar a mudança climática.

Segundo os documentos, Indur Goklany, diretor assistente na seção de políticas de projetos, ciência e tecnologia do Departamento do Interior, recebeu 1.000 dólares mensais para escrever artigos sobre economia e política para o Heartland Institute.

Supõe-se que os textos apareceriam em um livro do Painel Internacional Não-Governamental sobre a Mudança Climática (NIPCC, em sua sigla em inglês), um grupo internacional de cientistas que critica os relatórios das Nações Unidas sobre o tema.

Um congressista democrata do Arizona (sul), Raul Grijalva, solicitou uma audiência do plenário do Comitê de Recursos Naturais, mencionando que não está claro se Goklany recebeu os pagamentos – o que é ilegal para os funcionários federais – e se outros cientistas governamentais estão envolvidos.

“Nosso Comitê tem obrigação de responder a essas questões”, escreveu Grijalva, cuja proposta de audiência deve ser aprovada por seus colegas.

David Wojick, outro contratista governamental do Departamento de Energia (DOE), poderia ser investigado por suas supostas ligações com o grupo, depois de os documentos mostrarem que receberia 25 mil dólares trimestrais por redigir novos programas escolares.

Nos documentos, Wojick é mencionado como “consultor principal na inovação” da seção de Informação sobre Ciência e Tecnologia do DOE.

A filial americana da ONG Greenpeace mandou uma série de cartas para o governo, solicitando uma investigação urgente para determinar se os documentos revelam pagamentos ilegais a cientistas federais e em consequência um conflito de interesses.

Os documentos mostraram que o Heartland Institute, fundado em 1984, realiza “uma campanha multimilionária, há vários anos, para semear a confusão sobre a mudança climática e sobre a ciência” que estuda esse assunto, disse à AFP Kert Davies, diretor de pesquisas do Greenpeace americano.

Peter Gleick, um proeminente cientista da mudança climática, se infiltrou no Heartland Institute para obter os documentos e é acusado de ter feito isso de forma fraudulenta.

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Encerrando o carnaval, o ano decola pra valer. Em analogia, o samba enredou começou…

Como a maioria de nós trabalha em ou para alguma empresa, selecionamos o texto de Marcos Morita, publicado no Portal Administradores, como segue:

“As lições do carnaval para as empresas

O ano finalmente começou na última quinta-feira. Crianças de volta às aulas, equipes completas nas empresas e trânsito caótico para os moradores das grandes capitais. Com a apuração do último voto dos jurados a rotina enfim voltará ao normal – mesmo em meio à vergonha ocorrida em São Paulo.

Apesar de grande parte dos brasileiros aproveitarem o carnaval para descansar, a beleza e criatividade dos nossos desfiles são incontestáveis. Quem já viajou para o exterior sabe que é sinônimo de brasilidade, assim como a Amazônia e com menor empolgação o futebol, o qual anda com a bola meio murcha nos últimos tempos.

Fazendo uma analogia e aproveitando que é hora de voltar ao batente, que tal se perguntar como a empresa na qual trabalha ou dirige é vista por colaboradores, acionistas, sociedade, fornecedores e clientes?
Inovadora, original e criativa como uma escola de samba, importante e rara tal qual a floresta amazônica ou meio capenga como o futebol canarinho? Para ajudá-lo, trago a teoria VRIO, desenvolvida pelos professores Barney e Hesterly, cujo enfoque se baseia nos recursos que a empresa detém. Vamos à primeira letra do acrônimo.

Valioso: os recursos que detém permitem que explore oportunidades e/ou neutralize ameaças do ambiente? Um caso clássico é o Cirque Du Soleil, o qual subverteu a lógica do ambiente que condenava os circos à extinção, criando um novo e inexplorado mercado, praticamente sem concorrentes.

Raro: sua empresa controla recursos que poucas empresas possuem? Para identificá-los pense na cadeia de suprimentos. Num mundo em que tudo vira commodity na grande fábrica “Made in China”, poucas firmas ainda conseguem esta façanha. Patentes, inovações, poços de petróleo, minas e florestas são alguns exemplos.

Imitabilidade: caso sua empresa possua os recursos mencionados, concorrentes conseguem desenvolvê-los ou imitá-los? Como paralelo, o negócio do futebol há tempos se profissionalizou no velho continente. Marketing, patrocínios, transparência e parcerias ganha-ganha são cada vez mais vistas por lá.

Organização: as políticas e processos estão organizados para suportar os recursos valiosos, raros e difíceis de imitar? Esta é a razão pela qual muitas vezes não conseguimos descobrir ou imitar o sucesso de algumas corporações. Já no caso do carnaval, creio que poderíamos explorá-lo de maneira mais apropriada pelos ministérios competentes.

Conseguiu identificar em quais pontos sua empresa se destaca? Com base em suas respostas você poderá classificá-la em cinco categorias, do pior para o melhor cenário:

  • Desvantagem competitiva: seus recursos são pouco valiosos.
  • Paridade competitiva: detém recursos valiosos, porém não raros.
  • Vantagem competitiva temporária: apesar dos recursos valiosos e raros, estes são passíveis de imitação.
  • Vantagem competitiva não explorada: não explora os recursos valiosos, raros e difíceis de imitar que possui.
  • Vantagem competitiva sustentável: reúne os recursos valiosos e raros, explorando-os através da organização.

Já arrancou seus cabelos? Procure não entrar em desespero. Saia em busca de novos mercados, recursos ou então copie, caso esteja posicionado no primeiro ou segundo item. Inove rapidamente para não perder a vantagem temporária como o futebol brasileiro.

Crie processos e comunique sua vantagem, tal qual o carnaval brasileiro deveria fazer. Ou então celebre os lucros de sua vantagem competitiva sustentável, mantendo sempre a atenção no espelho retrovisor. Caso contrário, poderá ter que se contentar em entregar a bola de ouro a uma japonesa ou pior ainda, a um argentino. Felizmente não permitem escolas estrangeiras na Sapucaí. Ainda.

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Para sair de casa durante as férias, ter um seguro residencial é motivo a mais para viajar sem preocupações. Mas, conforme matéria do Infomoney, todos imóveis precisam de proteção, em qualquer época do ano, para roubos, incêndios e desastres ambientais. E o melhor é que valor a ser pago pelo consumidor costuma ser bem barato, com a vantagem de poder incluir diversos serviços agregados, tomando cuidado com a franquia, como segue:

Seguro residencial: conheça as coberturas e saiba como contratar

Todos os proprietários de veículos sabem da importância de ter umseguro. Além da tranquilidade de ter o valor do bem ressarcido caso o veículo seja roubado, também é possível contratar serviços de manutenção.

Para os imóveis não é diferente, pois eles estão suscetíveis a roubos, incêndios e desastres da natureza, além das manutenções necessárias.

De acordo com o diretor Comercial da Seguralta, Nilton Dias, o seguro custa, em média, R$ 150 para apartamentos e R$ 250 para casas, por ano, mas pode variar de acordo com a região que o imóvel se encontra. “O valor do prêmiodo seguro é calculado de acordo com o risco que apresenta. Se em determinada região o risco é maior, o prêmio do seguro será maior. Exemplos de fatores que influenciam diretamente no custo do seguro: regiões com maior incidência de furtos, mais propícias a vendavais, incidência de raios dentre outras”,explica.

Em algumas apólices, somente para cobertura de vendaval, granizo, queda de aeronave, impacto de veículos terrestres e fumaça, o segurado deverá arcar com franquia equivalente à soma dos prejuízos causados, de no mínimo R$ 350.

Cobertura

Na hora de escolher um seguro, é importante procurar a seguradora que cubra todas as necessidades do consumidor. Entre as coberturas mais contratadas estão: incêndio, queda de raio e explosão; vendaval, furacão, ciclone e granizo; danos causados por terceiros, como cônjuge, filhos,empregados e até danos corporais causados por animais domésticos; roubo e furto qualificado de bens; danos elétricos; perda ou pagamento de aluguel, e assistência 24 horas. Também são cobertas quedas de aeronaves e colisão de veículos na residência.

Apesar de ter amplas coberturas, residências em regiões que sofrem com alagamento não são aceitas pelas seguradoras. “Normalmente os produtos disponíveis não contemplam cobertura para alagamento e, naqueles poucos que contemplam, as seguradoras não aceitam esta cobertura nas regiões com alta incidência deste tipo de ocorrência”, explica Dias.

Imóveis alugados

Tanto proprietários quanto inquilinos podem contratar o seguro residencial. De acordo com o diretor, apenas as apólices são diferentes, pois contemplam coberturas distintas. “O proprietário pode contratar o seguro visando proteger o seu patrimônio, ou seja, o imóvel. Já o inquilino deve contratar a cobertura para o conteúdo do imóvel, bem como para ele, como é o caso de prédios, pois ao final do contrato é de sua responsabilidade devolvê-lo nas mesmas condições em que se encontrava quando do inicio do contrato”, explica.

Caso aconteça algum problema com o imóvel segurado, o inquilino que contratou o seguro recebe parte da indenização para cobrir as perdas deconteúdo da residência, como móveis e eletrodomésticos, enquanto o proprietáriodo imóvel recebe a parte correspondente aos prejuízos causados ao imóvel”.

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Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de “Criação Imperfeita”. No artigo transcrito pelo Consumidor Seguro, conforme extraído da Folha, ele reflete sobre o significado da vida, que pode estar sempre a um passo do fim, como segue:

O medo do fim e o sentido da vida

Será que o medo do fim do mundo reflete um temor de termos desperdiçado a vida apenas em trivialidades?

Para um cientista que gosta do seu trabalho, a busca pelo conhecimento sobre o mundo natural é uma fonte constante de inspiração (e de transpiração!). Os cálculos, o equipamento nos laboratórios e nos observatórios e os computadores são as ferramentas que dão estrutura ao conteúdo do seu trabalho, da mesma forma que a tela, as tintas e o pincel dão estrutura à arte do pintor. Escrevo isso porque recentemente li um artigo em um blog da “Revista de Negócios de Harvard” (“Harvard Business Review“) em que o autor, Umair Haque, pergunta o que traz sentido à vida.

No mesmo dia em que li o artigo de Haque, ouvi uma palestra de Anthony Aveni, uma autoridade mundial em arqueoastronomia, especialista nos maias. Otema tratava da famosa “previsão” de que no dia 21 de dezembro de 2012 o calendário Maia acaba e, com ele, o mundo.

Aveni demonstrou a falácia dessa história examinando a “evidência”: uma simbologia que deve ser interpretada do mesmo modo que outros fins de calendário dos maias e de outras culturas.

Em termos de causas cósmicas, não há qualquer motivo para alarme.Alinhamentos planetários como o previsto para o fim do ano são irrelevantes e já ocorreram diversas vezes. Só como exemplo, as marés são causadas principalmente pela Lua e pelo Sol. O efeito de Vênus, o planeta mais próximo da Terra, sobre as marés é menor do que um milésimo de centímetro!

Mais interessante é a origem do medo apocalíptico e o modo como ele ocorre em diversas culturas. Isso já examinei no livro “O Fim da Terra e do Céu” (Cia das Letras, 2001). Aqui, voltamos ao ponto levantado por Haque. Será que o medo do fim reflete um temor de ter desperdiçado a vida? De que ao chegarmos ao fim da linha não teremos nada que nos fará olhar para trás com um senso de realização?

Haque foca seu artigo na busca por algo que dê sentido e valor à vida.Afirma que perdemos tempo demais com trivialidades e que, por isso, julgamos levar uma existência vazia. Deveríamos, sugere, investir mais em criar algo que sobreviva ao “teste do tempo”. Para ele, o sentido da vida está no seu legado.

Somos criaturas limitadas pelo tempo, com um início e um fim. O medo do fim,ao menos em parte, vem da falta de controle sobre a passagem do tempo. Não sabemos quando o nosso fim pessoal chegará.
Então tentamos manter nossa presença mesmo após não estarmos mais presentes fisicamente. Isso porque só deixaremos de existir quando formos esquecidos. (O que você sabe do seu tataravô ou de outro parente do passado distante?)

Não há nada de elitista nesse legado. Não precisa ser um Nobel, uma sinfonia ou um poema imortal. Ser devoto à família, criar uma receita que passa de geração em geração, melhorar a vida de alguém, inspirar estudantes, tudo dá sentido à vida. A dificuldade dessa discussão está na questão do valor. O que tem valor para mim pode não ter para você e vice-versa.

O que importa é o que se faz com a vida que se tem e não com a vida que um dia não vai existir mais. Se temos saúde, a coisa mais importante é a liberdade. Ser livre é poder escolher ao que se prender.

Com apocalipse ou não, uma vida bem vivida será sempre curta demais.

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