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Archive for março \30\UTC 2012

Conforme notícia do UOL, “os bancos são obrigados, por determinação do Banco Central, a oferecer uma série de serviços gratuitos aos clientes. Este e outros direitos, no entanto, muitas vezes não são conhecidos pelos consumidores, o que pode resultar em gastos desnecessários. Especialistas ouvidos pelo UOL listam a seguir direitos que muitas vezes não são informados pelos funcionários dos bancos”.

Como determina o Banco Central, todos os consumidores têm o direito a um pacote mínimo de serviços gratuitos, como o fornecimento de um cartão de débito, realização de até quatro saques mensais e a emissão de dois extratos.

“Dependendo do uso que o consumidor faz da conta, esses serviços podem ser suficientes, e ele não precisa contratar um pacote de tarifas”, diz, na matéria do UOL, a assessora técnica do Procon de São Paulo, Edila Moquedace.

O texto explica que “trabalhadores contratados pelo regime da CLT e funcionários públicos também podem optar por ter uma conta-salário. Essa conta é vantajosa para quem já tem conta em banco, mas precisa abrir outra numa instituição diferente só para receber o salário pago pela empresa. Se ele abrir uma conta-salário, poderá transferir o valor recebido sem pagar nenhuma tarifa”.

E não fica por aí. “A portabilidade de crédito é outro direito pouco exercido pelo consumidor, segundo os especialistas. Ela prevê que quem tem algum tipo de financiamento com um banco (empréstimo pessoal, financiamento de carro ou imóvel, por exemplo) possa transferir essa dívida para outra instituição que ofereça melhores condições de juros e prazos, sem que precise pagar por esta transferência”.

Para avaliar a relação entre bancos e clientes, um teste feito recentemente pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) comprovou o baixo nível dos serviços prestados por essas instituições financeiras.

“Em dezembro de 2011, voluntários do Instituto abriram contas em agências de seis bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú Unibanco e Santander) e avaliaram as informações dadas aos novos clientes. Os bancos foram reprovados em vários quesitos. Nenhum deles informou, espontaneamente, sobre a existência dos serviços gratuitos aos consumidores e todos concederam cheque especial sem o cliente ter solicitado”, conta o UOL.

“O que parece é que os bancos não tomam o cuidado necessário para manter a base de funcionários informada sobre o que deve ser feito”, diz o gerente de testes e pesquisas do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira. “Não podemos dizer que eles agem de má-fé, mas o fato é que ganham dinheiro com isso”.

Procurados pela reportagem do UOL, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC informaram que seus funcionários são orientados a dar as informações completas aos clientes. O único banco que não enviou resposta foi o Itaú Unibanco.

Vamos lembrar que todos esses bancos possuem seguradoras. Será que também elas não passam algumas informações importantes aos clientes?

Está aí uma excelente sugestão excelente de teste pelo Idec.

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A notícia sugere que a novidade é formidável. Em texto da jornalista Ângela Crespo, colunista do Diário do Comércio e palestrante sobre direitos e deveres do consumidor, além de responsável pelo site Consumo em Pauta, agora o Procon-SP está ampliando as informações que são disponibilizadas aos consumidores, como segue:

Novo ranking do Procon-SP orienta consumidores

Na semana passada, o Procon-SP anunciou que já está no ar um ranking online, atualizado diariamente com os registros das empresas mais reclamadas. O novo ranking traz, além de informações sobre as 30 empresas mais demandadas por consumidores desde o primeiro dia útil deste ano, as principais irregularidades e o índice de solução.

“O consumidor poderá verificar diariamente o comportamento do fornecedor em relação a produtos e serviços comercializados, além de saber se ele soluciona ou não”, afirmou o diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes, quando do lançamento da nova lista.

Para o consumidor antenado (ou precavido), que busca conhecer o comportamento das empresas em situações de conflitos antes de se decidir por uma compra ou contratação, com o ranking online tem uma excelente ferramenta de informação, com subsídios valiosíssimos que poderão orientá-los para uma compra mais consciente.

Até domingo (18/03), por exemplo, o Grupo Itaú Unibanco estava no topo do ranking, com 2.233 atendimentos. As reclamações em maior número eram de cobrança indevida, totalizando 1.107 registros. Em seguida, contrato (não cumprimento, alteração, transferência, irregularidade, rescisão, etc), com 478. Em terceiro, lançamento não reconhecido na fatura, com 108 reclamações.

Uma informação complementar importantíssima, que o Procon-SP está disponibilizando também no ranking online, é sobre a conduta da empresa com relação às reclamações. O mesmo Grupo Itaú, embora tenha um número considerável de registro de reclamação, tem alto índice de solução (90%) na fase preliminar e ocupa a terceira posição entre os que mais respondem à instituição após receber a Carta de Informações Preliminares (CIP). A Nextel, embora seja a 24ª na lista do Procon, só respondeu a 48% dos registros.

Assim, não basta ao consumidor, na hora de decidir de quem será cliente, olhar tão somente as mais reclamadas, mas também como a empresa está procedendo diante da queixa de um cidadão. Se ela tem a predisposição de resolver rápido ou vai deixar a solução para a fase de conciliação.

O novo ranking do Procon-SP registra todos os atendimentos, diferentemente do Cadastro de Reclamações Fundamentadas, cujo o ranking de 2011 também foi divulgado na semana passada, no Dia do Consumidor (15/3). Para esta outra lista só vão as reclamações nas quais as empresas foram chamadas para conciliação por não atenderem na fase preliminar.

No ano passado, 33.401 reclamações transformaram-se em fundamentadas dos mais de 720 mil atendimentos realizados pelo Procon-SP, aumento de 15% em relação a 2010. Móveis, eletrônicos e vestuário, dentre outros, foram os que registraram maior número de reclamações fundamentadas (37%); seguida por assuntos financeiros (bancos, seguradoras, financeiras) com 28%, e serviços essenciais (telecomunicações e energia elétrica, saneamento básico, dentre outros), com 17%.

As lojas que atuam no segmento virtual apresentaram o maior crescimento em número de reclamações. Conforme informou Paulo Góes, o índice foi de 86% em comparação a 2010. Os principais problemas foram falta de entrega e defeitos nos produtos adquiridos.

Para acessar os dois cadastros, entre no site do Procon-SP”.

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O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou ranking dos setores com maior volume de reclamações em 2011. O exame demonstrou que os planos de saúde, apesar de caírem para a segunda posição em dúvidas e reclamações, continuam em descrédito, despontam entre os piores e deixam aflitos os consumidores.

Com 16,02% do total – atrás apenas dos serviços financeiros, com 16,64%, o que também inclui bancos e seguradoras, certo? – as seguradoras e operadoras de saúde lidam com queixas relacionadas com negativa de cobertura, reajuste de mensalidade, descredenciamento de profissionais/hospitais, além de dificuldade e demora para cancelamento de contrato ou realização de consultas, exames e outros procedimentos.

A realidade é triste, mas não nos deixa de recorrer ao cinema para ilustrar o cenário. A dica da vez é o filme “Queime depois de ler”, dos irmãos Coen.

Com um elenco estrelado – John Malkovich, Frances McDormand, Brad Pitt, George Clooney e Tilda Swinton – a comédia de humor negro, como de hábito na obra dos Coen, tem justamente numa negativa de cobertura de plano de saúde um dos pontos altos da primeira parte do filme.

Não vamos discutir o mérito do clausulado – mesmo porque estamos na esfera da sétima arte. Nessa cena engraçadíssima, a McDormand não acredita e fica indignada diante das recusas do plano de saúde para uma série de cirurgias plásticas.

No entanto, ela não leva avante a briga com o plano de saúde. Logo aparece uma forma arriscada, porém viável, de levantar o dinheiro para as operações. Com a ajuda desengonçada de Brad Bitt, de um lado, e oposição de um John Malkovich surtado, de outro, a obra dos Coen é diversão e crítica na medida certa.

Mesmo assim, “Queime depois de ler” não caiu no gosto dos americanos e o filme é considerado um fracasso na carreira dos diretores. Também pudera: com muita ironia, os Coen atacam o american way of life e discutem valores que estão arraigados na cultura do Tio Sam. A resposta foi um gelo dos críticos e um público sem interesse.

Mas o Consumidor Seguro indica e passa a incluir os Coen na lista de diretores fetiche do blog.

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Em março, graças ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, a Escola Nacional de Seguros publicou matéria sobre expansão de seguros de vida e previdência privada para mulheres, como segue:

“Seguradoras divulgam pesquisas no mês das mulheres

O avanço das mulheres no mercado de trabalho também está aquecendo o mercado segurador. Atento a este cenário, o Grupo BB Mapfre projeta crescimento de 33% do volume de prêmios da carteira de seguros de vida para a mulher em 2012.

Exclusivo para o público feminino, o Seguro Vida Mulher vem crescendo continuamente e, somente ano passado, o volume de prêmios apresentou um aumento de 26,6%. “Diante das particularidades desse público crescente, contamos com um seguro que oferece a proteção necessária e também coberturas que aumentam as possibilidades de uma vida melhor”, afirma o diretor geral de Riscos de Pessoas do Grupo BB Mapfre, Bento Zanzini.

O Seguro Vida Mulher possui, além das proteções tradicionais do seguro de vida, cobertura para casos de câncer de mama, útero e ovário. Em caso de constatação do diagnóstico, a segurada recebe o valor da apólice para utilizar no tratamento. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de mama é o mais comum e é a maior causa de morte de mulheres na faixa entre 40 e 69 anos. Já o câncer de colo de útero é responsável por 230 mil mortes por ano.

Os dados mostram um aumento dos casos registrados. Em 2010, a seguradora registrou R$ 8,1 milhões em pagamentos de indenização para seguradas diagnosticadas com a doença. Já no ano passado, o valor alcançou R$ 11 milhões.

‘Mulheres são mais conservadoras quando o assunto é previdência privada’

A SulAmérica Seguros, Previdência e Investimentos fez um levantamento do perfil da carteira de clientes de previdência privada e constatou que as mulheres estão cada vez mais presentes no mercado investidor e se mostram conservadoras quando o assunto é aplicação em produtos de previdência privada.

Dados de 2011 mostram que 77% das mulheres que investiram em PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) optaram por fundos conservadores, ou seja, com maior concentração em renda fixa. Em 2008, este percentual era de 54%. Na modalidade VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), nota-se que o perfil conservador também predomina em 56% das investidoras.

“Sabemos que existem fatores que influenciam na decisão de investimento. Para as mulheres, além do cenário econômico, pesam na decisão de investimento as necessidades de consumo e a preocupação com o futuro pessoal e familiar”, explica a diretora técnica de Vida e Previdência da SulAmérica, Carolina de Molla.

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Como é sábado, na volta do Consumidor Seguro ao cinema, vamos apontar o foco do blog para a produção nacional. Em Billi Pig, do diretor cult José Eduardo Belmonte, o grande Selton Mello vive Wanderley, um vendedor de seguros fracassado que não mede esforços para realizar os desejos de sua amada.

Como assim? E quem é ela? Marivalda, em interpretação elogiada de Grazi Massafera. Segundo a crítica, a atriz é um dos grandes atrativos do filme, condenado pelos analistas como irregular, justamente porque seus personagens que não se sustentam até o fim da trama.

“Quando acorda desse pesadelo, ela dá bom dia à sua realidade suburbana, com o marido Wanderley, que não vende seguros há anos e mantém um escritório com duas secretárias no quintal de casa”, conta Allysson Oliveira, na matéria “Grazi Massafera estreia como protagonista e prova talento para comédia em Billi Pig”.

Agora, segue o trailer. A julgar pelas cenas, o filme tem sua graça, ainda que a cafonice esteja mesmo presente. Mas Grazi ilumina alguns momentos, roubando a cena e salvando a projeção.

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A Copa do Mundo vem aí e o mercado de seguros surfa numa onda de sucesso e excelentes perspectivas. No ano passado, segundo a Susep, o crescimento médio foi de 12%, ou seja, mais de três vezes o avanço do PIB Nacional no mesmo período.

A menos de dois anos do evento, as seguradoras vivem, contudo, um cenário de alta demanda em que precisam superar uma histórica e – por que não dizer? – ideológica falta de confiança da população nas organizações do seguro.

Mas ainda é possível reverter o cenário e fazer muito pelo país. Como o Consumidor Seguro adora misturar conceitos e disciplinas, a dica portanto é, até a Copa, se deliciar com o livro “Futebol e física são inseparáveis”, publicado no site da USP, em texto de Diego Rodrigues, como segue:

“Livro de professora do IF explica física a partir do futebol

“Futebol e física são inseparáveis”, crava logo em seu início o livro Física do Futebol (Oficina de Textos, 144 p., R$ 55,00), de autoria do professor Marcos Duarte, da Universidade Federal do ABC e da professora Emico Okuno, do Instituto de Física (IF) da USP. Se por um lado a obra dá uma aplicação cotidiana à matéria, por outro, mostra uma face do esporte que não ganha destaque normalmente.

O livro é um paradidático voltado ao público do ensino médio, e busca ensinar física justamente àqueles que não veem a matéria como algo atrativo. “A ideia é tentar ensinar física às pessoas que não gostam de física, mas adoram futebol”, diz a professora Emico. Para isso, a escrita se dá de modo leve e divertido, utilizando o pano de fundo do esporte que é paixão nacional. “É um livro tranquilo, que pode ser lido por diversão na cama, à noite”, conta.

Os professores realizaram análises físicas de diversos momentos de uma partida de futebol, como a corrida de jogadores, as trombadas entre eles, a deformação da bola no momento do chute e as curvas que elas fazem no momento das batidas. São utilizados exemplos concretos, como o famoso gol de falta de Roberto Carlos em 1997, em partida contra a França. “Todo mundo quer entender um pouco melhor o futebol e a física”, conta. Além disso, estão presentes explicações acerca de outros fatos presentes no futebol, mas menos comuns, como partidas disputadas na altitude “Os jogadores dizem que a bola fica mais leve, mas a verdade é que o ar está rarefeito”, corrige a professora.

Pelota, gorduchinha, redonda, jabulani
A obra também inclui uma seção explicando as regras do futebol, e aponta as dimensões do gramado, tamanho de traves e peso das bolas oficiais, além da indicação do posicionamento dos jogadores no gramado através de coordenadas cartesianas.

A seção de curiosidades do livro é extensa e traz, entre elas, a bola desenvolvida por alunos da Universidade de Harvard que capta energia durante a partida e pode ser utilizada para recarregar baterias após o jogo; ou estádios de futebol que se utilizam de painéis solares para absorver energia, que posteriormente será utilizada durante uma exibição no estádio. Este último fato ocorrerá no Maracanã, após a reforma visando a Copa do Mundo de 2014. A energia também poderá servir para outros fins: “caso não seja toda utilizada, o estádio pode cedê-la para a cidade”, diz a professora.

A publicação apresenta ainda explicações sobre a evolução das bolas de futebol ao longo do tempo, com as modificações dos materiais e o número de gomos utilizados em cada uma, e uma galeria de fotos das bolas utilizadas nas Copas do Mundo. Além disso, o livro mescla biografias de futebolistas em comparação com a de físicos famosos.

Para que todos os dados pudessem ser coletados, foi necessário um processo de sete anos e , durante esse período, Emi e Duarte catalogaram diversas informações já presentes na literatura técnica acerca da física no futebol. Por conta da prévia existência destes dados teóricos em outras obras publicadas, não foram necessários testes práticos na elaboração do livro.

Serviço
O lançamento de Física do Futebol foi ontem (1º), às 18 horas, no Museu do Futebol, na Praça Charles Miller, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, e contou com sessão de autógrafos e convidados especiais – além de ter sido aberto ao público”.

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