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Archive for julho \30\UTC 2012

Ao contrário do que estamos acostumados, quando se trata de estatísticas de carros mais roubados, os modelos da Volkswagen estão quase fora do ranking de junho, conforme notícia da Exame.com, como segue:

A pedido da EXAME.com, a CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) elencou os 10 carros com maior índice de roubos e furtos no Brasil no mês dejunho. No topo da lista ficou o Fiat Punto, com 94 carros roubados no mês.

O resultado desta lista não se refere ao número de roubos em termos absolutos,mas sim aos modelos que tiveram maior índice de roubo em relação ao tamanho da sua frota. Assim, é possível observar quais são os carros preferidos dosladrões, sem que os modelos com maiores frotas fiquem sempre à frente.

Em termos relativos, não são os carros populares – com mais exemplares emcirculação – que figuram entre os mais roubados, mas sim modelos menos vendidos, mas que costumam enfrentar maior dificuldade para reposição de peças. “O alto custo da peça é o primeiro fator para o carro ser roubado. O segundo éa disponibilidade dessa peça. Como uma peça original costuma ser cara nasconcessionárias e pode demorar a chegar, alguns motoristas buscam a peça nomercado paralelo, o que contribui para um aumento de roubos”, explica Ilson Barcelos Jr., sócio do EconomizenoSeguro.com, site do grupo Brasil Insurance.

No total, foram roubados 19.987 carros no mês de junho, o que significa uma incidência de 4 (quatro) roubos ou furtos a cada 10.000 carros circulantes.

1º lugar: Fiat Punto / Quantidade de roubados/furtados: 94 / Frota: 95.970 / Frequência de roubos/furtos: 0,098%
O líder do ranking, Fiat Punto, foi lançado em 2007 no Brasil e é o 27º carromais vendido em 2012 segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição deVeículos Automotores). O carro se enquadra na categoria hatch compacto premium e tem como concorrentes diretos o Citroën C3 e Volkswagen Polo.
O Fiat Punto carrega como itens de série computador de bordo, faróis deneblina, Fiat Code, sistema Follow Me Home, párabrisa degradê, vidrosescurecidos nas laterais e vidros elétricos (na dianteira) e alerta demanutenção. O fato de ser bem aparelhado pode ser um atrativo para os ladrões. “Os carros que têm algum nível de acessório maior tendem a ser mais roubados até por conta de ter procura maior no mercado paralelo por essaspeças”, explica o sócio da Economizenoseguro.com.

2º lugar: Peugeot 307 / Quantidadede Roubados/Furtados: 83 / Frota: 88.832 / Frequência de roubos/furtos: 0,093%
À venda no Brasil desde 2002, o hatch médio da Peugeot não está na lista dos 50carros mais vendidos da Fenabrave. Seus principais concorrentes são o Ford Focus, Citroën C4, Hyundai i30, Volkswagen Golf, Chevrolet Vectra GT e NissanTiida.
Segundo Ilson Barcelos, a alta incidência de roubos do carro pode estar ligadaa dois fatores principais: a dificuldade de reposição das peças da marca Peugeot e o fato de o veículo se manter com as mesmas características porvários anos e as mesmas peças servirem em diversos modelos. “A Peugeot tem uma tremenda dificuldade de reposição das peças e o pessoal recorre ao mercado paralelo. E como as peças servem para mais de um modelo, a procura é maior. A mente criminosa procura os carros com peças mais fáceis de desovar”, diz.

3º lugar: Fiat Stilo / Quantidade de Roubados/Furtados : 85 / Frota: 90.992/ Frequência de roubos/furtos: 0,093%
Lançado no mercado brasileiro em 2002, o Fiat Stilo parou de serproduzido em 2010. O hatch médio tinha como principais concorrentes os carrosFord Focus, Citroën C4, Hyundai i30, Volkswagen Golf, Chevrolet Vectra GT,Peugeot 307 e Nissan Tiida.
Para Ilson Barcelos, o alto índice de roubo pode ser associado ao fato de o carro ter encerrado sua produção. “O Stilo é um carro de alto padrão, mas não tem tanto valor de mercado hoje porque saiu de linha. As peças, então, ficamcada vez mais caras em relação ao valor do carro e mais difíceis de serem encontradas. Com isso, os motoristas buscam preços mais acessíveis no mercado paralelo, pressionando os roubos”, avalia.

4º lugar: Spacefox / Quantidade de Roubados/Furtados: 72 / Frota: 82.089 / Frequência de roubos/furtos: 0,088%
Lançado em 2007 no Brasil, o Volkswagen Space Fox é o 44º carro mais vendido em 2012, segundo a Fenabrave. O modelo sportvan, parente do Volkswagen Fox e do Cross Fox (com painéis e espaço interno semelhantes, mas mais completo), compete principalmente com as peruas e minivans, como o Fiat Palio Weekend, Honda Fit, Fiat Idea e Chevrolet Meriva.
Como muitas das peças podem ser usadas em vários modelos da linha Fox, ademanda aumenta, pressionando a busca destas peças em desmanches. “Tirando as traseiras, que são diferentes, os modelos da linha praticamente não diferemum do outro. Cerca de 80% das peças servem para mais de um modelo”, explica o sócio do site Economize no Seguro. Ele acrescenta que os carros da linha Fox são mais completos e possuem um grande volume de itens de série, oque também deixa o carro mais visado.

5º lugar: Fiat Fiorino / Quantidade de Roubados/Furtados: 83 / Frota: 338.706 / Frequência deroubos/furtos: 0,084%
Lançado em 1980, o Fiat Fiorino já passou por diversas remodelações e élíder no segmentos de veículos comerciais. Este ano foi o vencedor de uma das mais importantes premiações de veículos comerciais, o Prêmio Lótus, ficando em primeiro lugar na categoria “Furgão Leve do Ano” .
No ranking de 2011 da CNSeg, o Fiorino ficou em 2ºlugar, com um índice de1,061%, quase 11 ocorrências a cada 1.000 veículos.
Ilson Barreto explica que como o modelo é mais usado por empresas, são carrosque costumam ficar mais tempo circulando, portanto ficam mais desgastados e mais expostos a riscos. “O Fiorino é muito usado comercialmente. Ele tem um alto nível de desgaste e a tendência é que ele precise de mais manutenção e de reposição de peças. E como ele fica muito tempo na rua, fica mais exposto”, comenta.

6º lugar: Fiat Idea / Quantidade de Roubados/Furtados: 119 / Frota: 142.684 / Frequência de roubos/furtos: 0,083%
O Fiat Idea, lançado no Brasil em 2005, foi o sexto carro mais roubado do mês de junho. Na categoria minivan compacta, o Idea tem entre os principais concorrentes o Chevrolet Meriva, Nissan Livina e o Honda Fit. Em 2010, o Idea foi totalmente repaginado, ganhou novos faróis, capô, para-choques, lanternas, porta traseira e está na 36ª posição entre os carros mais vendidos em 2012,segundo a Fenabrave.
O modelo ocupou o terceiro lugar no ranking da CNSeg de 2011, com 1.335 unidadesroubadas ou furtadas em um universo de 141.283 carros, o que gerou um índice de0,945%. Foram cerca de 9 veículos roubados a cada 1.000. “É um veículo quetem peças muito caras em relação ao valor de mercado”, explica Ilson Barcelos.

7º lugar: Chevrolet Zafira / Quantidade de Roubados/Furtados: 119 / Frota: 109.668 / Frequência deroubos/furtos: 0,076%
A Chevrolet Zafira ficou em sétimo lugar entre os carros mais roubados em junho e não está na lista dos 50 mais vendidos em 2012 da Fenabrave. Lançadaem 2001, a minivan de sete lugares rivaliza com o Renault Scénic e o CitroënPicasso.
Por ser um carro bastante resistente, muitos motoristas permanecem com a Zafira por bastante tempo. E, se por um lado o carro não exige manutenção com tanta frequência, por outro os anos de uso o levam à depreciação, deixando as peças proporcionalmente mais caras. Isso leva alguns motoristas a recorrerem ao mercado informal.
Ilson Barcelos também explica que com a redução do IPI para veículos, os carros novos sofreram reduções nos preços, provocando também uma desvalorização nos preços dos usados. Isso resultou em um aumento das fraudes por parte dos motoristas, que forjam roubos. “O consumidor tem a sensação de que perdeu dinheiro com o carro e o abandona para receber o valor do seguro por roubo”, diz Barcelos, ressaltando que o aumento das fraudes vale nãoapenas para a Zafira, como para outros modelos.

8º lugar: Fiat Doblò / Quantidade de Roubados/Furtados: 67 / Frota: 95.538 / Frequência roubos/furtos: 0,070%
Desde 2001 no mercado, o Fiat Doblò, compete diretamente com o Renault Kangoo e o Citroën Berlingo.
Barcelos acredita que tanto o Doblò quanto os outros carros da Fiat estão entreos mais roubados pelo fato de as peças da montadora apresentarem custo mais elevado.”O custo de reposição das peças da Fiat é alto, então o consumidor busca o mercado negro”, afirma.
A multivan não está na lista dos 50 mais vendidos da Fenabrave.

9º lugar: Citroën C3 / Quantidade de Roubados/Furtados: 153 / Frota: 220.876 / Frequência de roubos/furtos: 0,069%
O Citroën C3 foi o 31º carro mais vendido em 2012, segundo a Fenabrave.O carro tem como itens de série direção elétrica, ar condicionado e computador de bordo e é bem equipado, o que pode ser um fator de atração para os ladrões.
Mas, segundo Ilson Barcelos, a dificuldade em se obter peças da Citroën é oprincipal fator de influência no alto índice de roubo. “A própria concessionária tem dificuldade em repor as peças, e o cliente tem que entrar em fila de espera quando não tem seguro. A demora conjugada com a dificuldade de obtenção nas peças acabam levando o motorista a buscar desmanches ou peças não originais”, explica.

1 lugar: Renault Sandero / Quantidade de Roubados/Furtados: 161 / Frota: 235.446 / Frequência de roubos/furtos: 0,068%
O mais popular da lista, o Ranult Sandero é o 9º carro mais vendido em 2012,segundo a Fenabrave. Na mesma linha dos populares Volkswagen Gol, Fiat Palio e Chevrolet Corsa, o Sandero pode se diferenciar de seus similares no quesito roubo por conta da diversidade de versões. “O Sandero tem muitas versões euma mesma peça vale tanto para o Stepway quanto para a versão mais básica,então a busca por peças no mercado é alta e os demanches buscam justamente os carros com a maior demanda”, explica o sócio do site Economize no Seguro.
Além disso, Ilson Barcelos afirma que o Renault Sandero tem sido um carro bastante adotado por empresas, aumentando o risco de roubos. “Muitas empresas adotaram o Sandero como frota, e quando o carro é utilizado por empresas, o uso é mais frequente, aumentando tanto a necessidade de manutenção e reposição de peças, quanto a exposição a roubos por ficar na rua”, pondera.

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Na média, o valor de indenização no Brasil é de US$ 2 milhões por família, o dobro do que tem sido pago na Europa e Estados Unidos, como informa a matéria da BBC Brasil, como segue:

Indenizações do voo AF447 são maiores no Brasil, diz advogado

Três anos após o acidente com o avião da Air France que fazia o trajeto Rio de Janeiro-Paris, as indenizações dos parentes das vítimas do voo AF447 estão mais avançadas no Brasil, onde a maioria dos familiares optou por acordos com a seguradora, a Axa Corporate Solutions, do que no resto do mundo, segundo informações obtidas pela BBC Brasil.

De acordo com a Axa, mais de dois terços das famílias brasileiras já receberam indenizações por meio de soluções amistosas. Na França, até o momento, apenas 20% das famílias receberam indenizações por danos morais e materiais decorrentes do falecimento de parente, informa a seguradora.

O voo AF447 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009 após decolar do Rio de Janeiro, tinha a bordo 228 pessoas de 32 nacionalidades, a maioria franceses e brasileiros. No voo, estavam 72 franceses (incluindo 11 membros da tripulação) e 59 brasileiros, sendo um deles comissário de bordo.

Segundo a Axa, globalmente, quase a metade dos familiares das vítimas do voo já foi indenizada após realizar acordo com a seguradora. Cerca de um terço dos familiares entraram na Justiça. A Axa afirma que as negociações para chegar a uma solução amistosa continuam em relação a “uma grande parte” desses casos judiciais.

O advogado João Tancredo, com escritório no Rio de Janeiro, que representou 15 famílias que entraram com ações contra a Air France, conta que já obteve o pagamento das indenizações por meio de acordo com a seguradora em 12 desses casos. Os demais foram fixados pela Justiça. Ele explica que o primeiro passo é o processo judicial e que, a partir disso, se tenta o acordo com a seguradora, antes de um eventual recurso na Justiça.

Valores maiores no Brasil

Segundo Tancredo, os valores pagos no Brasil estariam acima dos que vêm sendo concedidos, também por meio de acordos, em outros países da Europa e nos Estados Unidos. Ele diz ter obtido US$ 30 milhões nos 15 casos que representou – mais de um quarto dos pedidos de indenização no Brasil – , o que dá uma média de US$ 2 milhões por família (trata-se de uma média, já que os valores variam segundo a renda da vítima e número de parentes com direito à indenização).

“Nos Estados Unidos, a média tem sido de US$ 1 milhão por família e, na Europa, segundo informações que obtive, os valores poderiam ser ainda menores”, diz ele. A Axa não informou os montantes das indenizações, afirmando se tratar de um assunto sigiloso.

O advogado afirma ter obtido acordos que preveem o pagamento de 800 salários mínimos por danos morais a cada um dos filhos, cônjuge e pais de uma vítima e indenizações também por danos morais de 300 salários mínimos para outros parentes, como irmãos, netos e sobrinhos.

De acordo com esses cálculos, uma família, por exemplo, com esposa, três filhos e pais da vítima recebe no Brasil, no total, 4,8 mil salários mínimos (quase R$ 3 milhões) por danos morais, diz Tancredo. Já os prejuízos materiais são calculados em função da renda e da esperança de vida da pessoa, se tinha dependentes e outros critérios econômicos.

Tancredo explica que o parâmetro para os valores fixados nos acordos no Brasil surgiu após uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro, em 2010, que concedeu mil salários mínimos por danos morais aos pais de uma vítima e 300 salários mínimos ao irmão, além de uma pensão por danos materiais. A Air France entrou com recurso, mas o caso não foi julgado porque houve acordo com a Axa, o que acabou servindo como referência para as negociações posteriores.

Os montantes obtidos em acordos por famílias que entraram na Justiça são superiores aos fixados por comissões de soluções amistosas, que foram criadas em vários países. No Brasil, essa comissão, integrada pelo ministério da Justiça, fixou 500 salários mínimos por danos morais, que deveriam ser divididos pelo total de parentes, diz Tancredo.

Investigações judiciais

Na França, muitos parentes estariam aguardando os resultados das investigações realizadas pela Justiça, que deverão ser divulgadas em 10 de julho, para entrar com ações. A Air France a Airbus já foram indiciadas por homicídio culposo nesse inquérito.

Segundo a imprensa francesa, as investigações judiciais deverão apontar falhas humanas, mas também problemas técnicos. Nesse caso, a responsabilidade das empresas no acidente poderá influenciar os montantes das indenizações em ações judiciais para obter reparação dos danos.

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