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Archive for maio \22\UTC 2013

Ainda que em 2012 o número de beneficiários de planos de saúde no Brasil tenha crescido 2,1% em relação ao ano anterior, chegando ao total de 47,9 milhões de conveniados, a evolução do setor foi a menor registrada desde 2009. Os dados são do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com base em informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Por outro lado, o índice que mede o grau de utilização do plano, chamado de sinistralidade, foi de 85%, o maior dos últimos 12 anos. O número reforça a preocupação com o impacto do aumento da demanda de serviços de saúde, especialmente em face ao envelhecimento da população brasileira, na sustentabilidade dos planos nos próximos anos. Uma tese da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) prevê um colapso da saúde suplementar já na próxima década caso medidas de reestruturação para o setor não sejam adotadas.

Segundo o IESS, em 2011, o aumento do número de beneficiários ante 2010 foi de 3,6% e, no ano anterior, de 6,9%. Para a entidade, o menor crescimento deve-se à redução do rendimento médio dos profissionais autônomos e à desaceleração da geração de empregos formais no último trimestre do ano passado. O crescimento foi maior na contratação de planos coletivos, que registrou aumento de 3,1% em 2012 em relação a 2011, enquanto o total de planos individuais avançou 1,6%.

Em relação à sinistralidade, dos R$ 92,7 bilhões arrecadados pelas operadoras em 2012, R$ 92 bi foram usados para pagar custos, sendo R$ 78,8 bilhões referentes às despesas assistenciais e R$ 13,2 bilhões às administrativas. De acordo com o IESS, houve aumento do preço médio de procedimentos médicos. O preço médio das internações, segundo o instituto, subiu 10,8%, chegando a R$ 5,07 mil, ao passo que o valor médio dos exames complementares foi de R$ 29,33, depois de um aumento de 55,8%.

Para o supervisor comercial Ramon Abjaud da Costa, de 27 anos, o aumento dos gastos com o uso do plano de saúde tem a ver com falhas do próprio setor de saúde suplementar. “Minha mulher tem cálculo renal há alguns anos e frequentemente precisa ir a hospitais conveniados por conta das fortes dores. Não se resolve o caso dela em definitivo, o que faz com que sejam necessárias mais consultas, mais exames, mais medicamentos. Somos novos e não temos problemas graves de saúde, mas isso só nos faz temer como vai ser no futuro, quando a demanda vai ser maior”, reclama.

Envelhecimento

Os dados do IESS fazem parte de um cenário em que o país ainda vive a era do bônus demográfico, onde a população ocupada, que gera riqueza, é maior que a dependente, mantendo equilibrado o sistema econômico-financeiro. Isso deve mudar em breve e um dos setores que serão mais afetados é o da saúde suplementar, que pode se tornar inviável economicamente já na próxima década. A questão é levantada pelo pesquisador Fernando Kelles, doutor em demografia pela UFMG, na tese Mudanças demográficas no Brasil e sustentabilidade dos planos de saúde.

Kelles se baseou no percentual de cobertura dos planos sobre a população brasileira em 2010 – de 25%, cerca de 50 milhões de pessoas, segundo dados da ANS – e, mantendo esse percentual, fez um projeção populacional até 2050. Os resultados do estudo apontam que os planos de saúde, em sua média, deverão atingir o equilíbrio entre despesas e receita em 2020, em consequência do envelhecimento da população brasileira e do aumento do número de aposentados, que, em geral, são a maioria da população conveniada dos planos individuais. Já os beneficiários dos planos coletivos, de acordo com Kelles, é formada basicamente por pessoas em idade ativa.

Segundo o demógrafo, o envelhecimento da população acarretará um aumento sem precedentes na demanda por serviços de saúde, sobretudo as taxas de internação, que representam cerca de 50% das despesas assistenciais das operadoras. Kelles alerta, porém, que a situação dos planos individuais já é preocupante. “Eles já são deficitários, sendo sustentados pelas demais carteiras de clientes dos planos de saúde. As despesas assistenciais e administrativas já superam a receita dessa modalidade. Por enquanto, eles são subsidiados pelos planos coletivos, que contam com conveniados que demandam menos serviços de saúde. Porém, com o envelhecimento da população, essa possibilidade de subsídio vai terminar”, explica o pesquisador.

Debate envolve fundo de reserva

Encontrar soluções para evitar um colapso na saúde suplementar é um desafio que, para o pesquisador Fernando Kelles, exige um debate que deve envolver tanto a esfera privada quanto a pública, já que a realidade do envelhecimento populacional também irá afetar o Sistema Único de Saúde (SUS). “Como política para se tentar reduzir – ou pelo menos estabilizar – as taxas de utilização de serviços de saúde com a idade, é importante investir na prevenção de fatores de risco para a saúde e no estímulo aos hábitos saudáveis de vida”, aponta o demógrafo.

José Cechin, diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), representante institucional das seguradoras, reconhece que as empresas estão preocupadas com o provável aumento dos gastos com saúde, especialmente com a maior prevalência de doenças crônicas e consequentes tratamentos longos e dispendiosos na população idosa. Ele lembra que há uma limitação na cobrança dos planos de saúde para idosos, já que a o valor dos planos da última faixa etária não pode ser superior a seis vezes ao cobrado dos conveniados que estão na primeira.

Uma possível alternativa, segundo Cechin, seria uma política de Previdência, como a proposta do VGBL Saúde, que ainda está em processo de aprovação pelo Ministério da Fazenda. “Funcionaria como uma poupança durante os anos em que a pessoa é assalariada para que o valor seja sacado quando ela envelhecer e, com isso, ajudar a cobrir despesas de saúde depois da aposentadoria”, explica.

A ideia de guardar dinheiro para eventualidades de saúde no futuro já havia passado pela cabeça da agente administrativa Alminda da Conceição Rezende Rosa, de 38 anos. A vontade aumentou ao ver a mãe internada por mais de 40 dias e com dificuldade para encontrar vagas em hospitais, mesmo sendo conveniada – ela acabou falecendo. “Além disso, tenho um filho de um ano e já enfrento pronto atendimentos lotados quando preciso levá-lo. Penso em como vai ser daqui para a frente e acho importante pensar em forma de assegurar també a minha própria saúde, pelo bem dele.”

Fonte: Estado de Minas

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Algumas simples medidas de precaução podem ter um efeito muito mais eficaz do que se pensa para inibir a ação de ladrões. Apesar de algumas dicas de segurança parecerem óbvias e um pouco batidas, ironicamente, elas costumam ser muito negligenciadas pelos proprietários de carros. E é exatamente nesses vacilos que os criminosos encontram suas maiores brechas.

Com a ajuda da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), EXAME.com listou as principais medidas preventivas contra roubos e furtos de veículos. Confira a seguir.

 1) Use o bom senso ao escolher um local para estacionar

É dispensável dizer que deixar o carro em um estacionamento fechado é sempre a melhor opção para evitar os furtos e roubos. Mas, quando não houver alternativa e for preciso parar o carro na rua, evite lugares ermos e de fraca iluminação. “Estacionar em ruas iluminadas, em frente a prédios com vigias e perto câmeras de segurança pode inibir a ação do ladrão”, orienta o diretor executivo da FenSeg, Neival Freitas.

Ao estacionar o carro durante o dia, considere como o local pode ser durante a noite. Ruas de comércio, por exemplo, podem ser extremamente movimentadas de dia e muito desertas fora do horário comercial.

2) Não deixe nada dentro do carro, nem mesmo uma sacola vazia

Qualquer objeto pode ser confundido com um item de valor e atrair a atenção do ladrão, até mesmo uma sacola vazia. Suportes de GPS, adaptadores de iPods, carregadores e afins também não devem ficar à vista. Esses acessórios costumam ser vistos como evidências de que o carro pode ter objetos de valor.

Crie o hábito de guardar compras no porta-malas assim que você entrar no carro em vez de deixar para a próxima parada. “Colocar algo no porta-malas depois de estacionar o carro pode atrair a atenção de um criminoso. Ele vai saber que há alguma coisa de valor dentro do carro”, afirma Freitas.

3) Não cole adesivos que exponham informações pessoais

“Um adesivo que mostra que o proprietário estuda na faculdade mais cara da cidade pode atrair o ladrão. E um adesivo de um time, por exemplo, pode levar algum torcedor fanático a depredar o carro”, afirma Neival Freitas.

Um adesivo feminino também pode indicar ao ladrão que o carro pertence a uma mulher. Se o objetivo for um assalto, essa informação pode incentivar o criminoso a mirar exatamente esse veículo, já que ele pertence a uma vítima mais vulnerável.

4) Não guarde documentos no carro

Boletos bancários, cartões e correspondências podem ser usados pelos ladrões para acessar sua conta ou planejar um roubo à sua casa. A carteira de motorista e o registro do carro também não devem ficar no interior do veículo. Se o carro for levado, em posse dos documentos, os criminosos podem ter mais facilidade para vender e usar seu veículo.

5) Certifique-se de que o carro foi trancado 

É evidente que deixar o carro aberto é um prato cheio para os criminosos, mas esse continua sendo um dos principais equívocos cometidos por motoristas. Mesmo em uma parada rápida, em um posto, padaria ou uma banca, é muito importante trancar o carro e fechar os vidros. Dois minutos são o suficiente para que o criminoso faça a festa. E alguns ladrões ficam de plantão nesses lugares, apenas esperando que os motoristas cometam alguma gafe.

6) Utilize dispositivos de segurança visíveis 

Correntes de direção, chaves interruptoras e trancas de direção são alguns dos dispositivos que podem desencorajar a ação do ladrão. E quanto mais visíveis melhor. Eles podem não evitar que um criminoso mais experiente aja, sobretudo se for exatamente o seu carro que está na mira. Mas eles podem ser muito eficientes diante de ladrões casuais e mais oportunistas.

7) Utilize equipamentos modernos de segurança

Bloqueadores, rastreadores e localizadores são alguns dos equipamentos de segurança mais eficazes na prevenção a furtos e roubos. O bloqueador, em uma tentativa de furto, bloqueia a ignição ou a bomba de combustível e informa por meio de um alarme o telefone da empresa de monitoramento, para que cheguem na central informações sobre o furto.

O localizador informa onde o carro está localizado a partir do momento que o motorista percebe que ele foi roubado e aciona a central de monitoramento da empresa que vendeu o produto.

E o rastreador, o equipamento mais avançado entre os três, informa ao motorista onde o carro roubado está, tal como o localizador, mas tem a vantagem de permitir a consulta da localização sem a necessidade de ativar a central de atendimento.

8) Evite dizer a manobristas e flanelinhas quanto tempo você irá demorar até retornar

Muitas vezes depois de estacionar o carro, os flanelinhas e manobristas perguntam quanto tempo o motorista vai demorar até voltar ao carro. “O ideal é sempre falar: ‘Só vou entregar alguma coisa e já volto’. Se o objetivo for furtar o carro, o ladrão pode desistir ao saber que não terá tempo para agir com tranquilidade”, diz o diretor executivo da FenSeg.

9) Cuidado com os “falsos mecânicos”

O golpe do “falso mecânico” pode acontecer de duas maneiras. A primeira ocorre quando o ladrão faz alguma “gambiarra” no carro para que o dono tenha problemas ao tentar dar a partida. Pouco tempo depois, ele “cai do céu”, apresenta-se como um mecânico e aproveita a situação para roubar o veículo, objetos, dinheiro, etc.

No outro tipo de estratégia, o ladrão se aproxima do motorista para informá-lo sobre um suposto defeito e diz que pode ajudá-lo a consertar. Ao encostar o veículo, o criminoso conclui sua ação.

Se na partida o carro enguiçar, tranque-o, coloque o triângulo e procure assistência especializada. E se alguém sinalizar um defeito quando o veículo estiver em movimento, deixe para estacionar em um posto de gasolina, ou em uma base da polícia. Não aceite ofertas de assistências que você não pediu.

10) Evite deixar a chave com lavadores e vigias de estacionamento

Nem sempre é possível, mas procure evitar ao máximo entregar suas chaves para manobristas e lavadores. Eles podem fazer cópias rapidamente, sem a menor chance de o proprietário perceber.

11) Não namore dentro do carro, principalmente à noite e em lugares desertos

Essa dica pode ser muito óbvia, mas ainda hoje parece não ser seguida muito risca. A orientação está entre as principais sugestões de prevenção a roubos de veículos da Polícia Militar de São Paulo.

12) Se for transitar por locais desconhecidos, planeje seu itinerário

Caminhos desconhecidos podem levar o motorista a entrar em locais perigosos, reduzir a velocidade e ficar menos atento a uma eventual investida dos ladrões. Antes de ir até um lugar que você nunca foi antes, pesquise qual trajeto será feito, mesmo se estiver sendo guiado por um GPS.

13) Em semáforos mantenha-se distante do carro da frente

Mantenha sempre uma distância segura entre o seu veículo e o carro da frente quando o semáforo fechar. Você terá mais visibilidade e espaço caso seja necessário arrancar o carro repentinamente.

Quando possível, apenas reduza a velocidade ao se aproximar do semáforo, sem parar o carro por completo e mantenha a primeira marcha engatada. Se um ladrão se aproximar, você conseguirá avançar com mais facilidade.

14) Antes de entrar na sua garagem, fique atento ao seu redor

Ao chegar em casa, antes de entrar na garagem, preste atenção na rua, nas calçadas e nas esquinas. Muitos sequestros acontecem exatamente quando o motorista está chegando em casa. Se você notar alguma pessoa com comportamento suspeito, dê mais uma volta e informe a polícia.

Fonte: Exame

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