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Posts Tagged ‘perda total’

O Consultor Jurídico noticiou semana passada que a Liberty Seguros foi condenada a pagar indenização superior a R$ 80 mil. O caso envolve acidente em que a seguradora alegou que o condutor dirigia alcoolizado, como segue:

Liberty Seguros terá que indenizar cliente após acidente com perda total do veículo

O TJ-PB (Tribunal de Justiça da Paraíba) determinou que a empresa Liberty Paulista Seguros S/A indenize o casal Alírio Trindade Leite e Aline Trindade Leite, no valor de R$ 82.025 mil, após se negar a pagar a indenização securitária contratada, após acidente que gerou a perda total do veículo.

A seguradora alegou que o condutor do veículo dirigia sob efeito de bebida alcóolica, agravando o risco, o que afastaria a obrigação de indenizar. Mas segundo o desembargador Saulo Henrique de Sá Benevides, da 3ª Câmara Cível do TJ-PB, não ficou provado nos autos a condição de embriaguez que excluiria a cobertura do seguro.

Benevides afirmou que o caso é de aplicação do Código de Defesa do Consumidor e que o veículo esteve envolvido em sinistro, tendo sofrido prejuízos de ordem material, não havendo qualquer justificativa plausível para que a seguradora tenha se negado a efetuar o pagamento da indenização securitária.”

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Agora que o Consumidor Seguro tem mais de um ano, completo no final de outubro, resolvemos compartilhar uma história que não foi ao ar, envolvendo uma grande seguradora (que não vamos mencionar porque o importante aqui é que a companhia agiu rápido o suficiente para resolver o caso, diretamente, sem intervenção do blog) e uma consumidora (cujo nome trambém preferimos deixar aberto) que teve a vida abalada e conturbada por causa de uma negativa de cobertura.

O relato é dividido em três partes. A primeira teria o título Em busca de tranquilidade I, como segue:

“Há mais de três meses, a vida de X , e de seu marido, o policial militar Y, virou um tormento sem precedentes. No dia 8 de agosto, ele saiu da cidade A com o Corsa Sedan Classic Spirit, avaliado em RS 24 mil, para visitar sua mãe na cidade de B.

Durante o trajeto, Y resolveu pegar um caminho alternativo para conhecer melhor o trecho que passa pelo município B, porque estava designado para pegar na cidade – em outra dia e horário – exemplares do Estatuto dos Policiais Militares , tarefa que não seria feita com o carro da família, mas com um veículo oficial.

Tudo corria dentro do previsto, até que a colisão com um Fiat Stillo, avaliado em R$ 46 mil, deu perda total para ambos e, embora sem vítimas fatais, continua gerando problemas de ordem financeira e psicológica para todos os envolvidos.

“Não tenho concentração para terminar minha monografia e, mesmo tomando remédios contra depressão, sofro também com o agravamento de um quadro alérgico”, conta X, que trabalha como oficial da Justiça, além de estudante de direito – e até então pretendia concluir a graduação com a defesa de um estudo sobre constitucionalidade do direito e eutanásia.

É bom explicar que a seguradora e a polícia foram avisadas da ocorrência na mesma hora, mas até hoje a companhia não autorizou a indenização, alegando que o carro do casal era usado para propaganda política.

Ontem, dia 18 de outubro, X recebeu uma ligação da seguradora, informando que a sucata do carro estava liberada para entrega em sua residência!! Ela não quer o carro batido e inutilizado de volta. Ela quer o resgate de sua saúde e dignidade e, sobretudo, tranquilidade e justiça.

“Liquei para o despachante mais de 30 vezes, como também liguei para a seguradora e não obtive nenhum posicionamento. Telefonei também para o 0800 e me disseram que o seguro tinha sido cancelado pelo funcionário. Segundo a atendente, ele ocupa o cargo de superintendente”.

“Infelizmente, não tenho condições financeiras de comprar outro carro, nem de pagar o dano causado ao proprietário do Stillo, que já ligou pra mim e para meu marido inúmeras vezes, cobrando o ressarcimento. Estou realmente transtornada. Minha vida modificou completamente. E o meu desespero é tão grande que ainda preferia que a seguradora só pagasse o valor do carro, sem precisar entrar na Justiça com uma ação de danos morais”, acrescenta.

Diante dessa história tão desconcertante, o blog Consumidor Seguro se solidariza com o drama de X e de seu marido e avisa: na parte II, vamos relembrar por que a consumidora optou pela cobertura da referida seguradora e os problemas que ocorreram para recebimento da apólice, mesmo depois de quitada, além do total descaso da corretora que vendeu o produto.

Na parte III, voltaremos o foco para os procedimentos da seguradora após a colisão e a forma muito estranha (para não usar adjetivo mais condenável) que a companhia parece ter usado para imputar a acusação de transporte de propaganda política pelo carro batido, usando tal alegação para se livrar do ônus da indenização.

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Quando o blog Consumidor Seguro assume a postura mais equilibrada possível, dando chance para as seguradoras responderem no mesmo dia a qualquer reclamação dos consumidores, a gente considera que estimulamos o diálogo e que, assim, tudo possa se resolver com mais tranquilidade e rapidez.

Mas pouco adianta se nenhum dos lados cede um pouco, pelo menos. E, pelos desdobramentos atuais, conforme relatamos a seguir, o consumidor Cesar Vasconcelos, cujo caso foi relatado no post “Divergência sobre perda total”, foi o primeiro a fazer uma importante concessão, conforme ele nos informou hoje.

“Ainda continuo com o carro na autorizada Farlei Car Service. No dia 6 de novembro, completou um mês. Mas dois dias antes, a Tokio entrou em contato, fazendo novamente a proposta de R$ 4.177,76. Eu disse que não queria dinheiro e sim meu carro consertado. Falei que, como não havia peças de reposição, que colocassem peças do mercado paralelo. Pediram-me então para fazer uma carta, autorizando esse tipo de serviço. Enviei a carta no mesmo dia, porém, no dia seguinte, 5 de outubro, uma supervisora me disse que a Tokio não consertaria meu carro com peças do mercado paralelo, pois não trabalhava assim”.

Então, meu caso está sem solução: não consertaram, não dão perda total pelo fato do sinistro não atingir os 75% do valor do carro e querem me pagar os R$ 4.177,76. E, ainda, ficam sem a responsabilidade do conserto, que estaria sendo transferido para mim”.

Para não ficar com apenas a versão do consumidor, entramos novamente em contato com a assessoria de imprensa da Tokio Marine, que retornou nos seguintes termos:

“O parecer da Tokio Marine permanece, ou seja, as propostas apresentadas ao segurado para regulação de seu processo de sinistro são: a reparação do veículo com peças remanufaturadas ou o pagamento em moeda corrente no valor já determinado de R$ 4.177,76”.

O blog Consumidor Seguro ficou sem entender um ponto importante: qual a exata diferença entre “peças do mercado paralelo” e “peças remanufaturadas”? Fizemos algumas consultas e, até onde podemos concluir, parece que o consumidor e a seguradora estão falando do mesmo tipo de peça, ou seja, finalmente falando a mesma língua, embora com termos diferentes.

Então, salvo grave engano de nossa parte – que a Tokio Marine pode nos avisar, no sentido de corrigi-lo – agora que o consumidor assumiu publicamente, através do blog Consumidor Seguro, que aceita o conserto com “peças do mercado paralelo”, a seguradora resolveu aceitar a possibilidade de reparo com “peças remanufaturadas”. Então, o parecer não permaneceu o mesmo, trouxe uma novidade, certo?

E, insistimos, caso haja problemas na nossa interpretação, a seguradora deve apontar nossas conclusões errôneas, pois, até onde conseguimos deduzir, essa decisão é realmente nova, não estava na posição inicial da Tokio Marine, que antes só queria arcar com a indenização parcial de R$ 4.177,76.

Ou seja, ponto para o consumidor, que cedeu primeiro, e para o blog Consumidor Seguro, que deu visibilidade ao impasse e agora começa a enxergar uma solução razoável para ambas as partes.

Mas por que a seguradora não deu início imediato ao conserto do carro, depois que o consumidor enviou a carta, autorizando o uso de “peças do mercado paralelo”? Afinal, não foi a própria Tokio Marine que pediu essa carta? Gente, vamos combinar que o consumidor não pode ser prejudicado por uma questão de semântica, certo?

A gente espera para amanhã a resposta e avaliação de ambos, mas estamos felizes em saber que o blog Consumidor Seguro está contribuindo para saídas e soluções amigáveis.

 

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Mais uma vez o blog Consumidor Seguro se depara com um caso de seguro de automóvel e, por acaso ou não, de consumidor que mora em Sorocaba, no interior de São Paulo. A seguradora da vez, no entanto, é a japonesa Tokio Marine.

O analista de qualidade Cesar Henrique Vasconcelos, 41 anos, bateu seu carro, um Monza placa BJH 6909, avaliado em R$ 9.200,00. A colisão ocorreu em 2 de outubro e o consumidor acionou a seguradora no dia seguinte, conforme seu depoimento ao Consumidor Seguro.

Cesar relembra que levou o carro à Farlei Car Service, credenciada da Tokio Marine, para vistoria e orçamento. Ele ficou com um carro reserva por sete dias, porém o conserto permaneceu sem solução nas semanas seguintes.

“Tentei prorrogar a entrega do carro reserva, mas me disseram que não era possível. Agora tenho que acordar mais cedo para trabalhar para pegar ônibus, além de pegar carona nas segundas e terças, pois tenho que levar meu filho na escola”.

Após três tentativas de contato com a central de atendimento da Tokio Marine, nos dias 15, 18 e 19 de outubro, o consumidor afirma que continuou sem nenhuma posição da seguradora. “Dizem que entram em contato até as 17 horas do dia e não acontece nada”.

Por fim, ele convocou auxílio do corretor Mario Oliveira, que passou uma resposta: a seguradora teria alegado que não existem peças para os reparos e propuseram pagar inicialmente R$ 3.200,00, valor que foi aumentado para R$ 4.177,76, no dia 28 de outubro.

Na opinião dele, porém, só haveria duas alternativas para satisfazê-lo: o conserto do veículo com garantia do serviço realizado ou a caracterização de perda total.

Indagado se indicaria a seguradora para algum parente ou amigo, a resposta é taxativa. “Não, porque nunca tinha precisado usar o seguro e quando precisei me deixaram na mão”. Ele mesmo faz a avaliação geral da situação.

“A seguradora ainda não resolveu nada, pois fiz um seguro para garantir a assistência de meu veiculo. Faz um mês que meu carro está na autorizada Farlei Car Service e a Tokio Marine, pelo motivo de não conseguir peças, agora quer passar a responsabilidade do conserto para mim. Não aceitarei qualquer proposta em dinheiro para eu assumir o conserto, uma vez que paguei o seguro para não ter dor de cabeça”.

Entramos em contato com a assessoria de imprensa da Tokio Marine e recebemos, em menos de 24 horas, o posicionamento da seguradora, conforme publicamos a seguir:

“Por tratar-se de um veículo atualmente fora de linha, o fabricante do carro já não fornece peças de reposição para o modelo. Por esse motivo, a Tokio Marine ofereceu ao segurado, por meio do Termo de Acordo, o valor do orçamento de R$ 3.194,26. já descontado o valor da franquia, e considerando o veículo na situação em que se encontra.

O segurado, por sua vez, não aceitou o valor proposto, e solicitou o pagamento da indenização integral, ou seja, do valor estipulado na tabela FIPE, de R$ 9.177,00.

Assim, como o valor de reparação do veículo é inferior ao percentual estabelecido no contrato do seguro adquirido, a Tokio Marine emitiu parecer contrário ao pleito. Contudo, com o objetivo de qualificar o atendimento deste processo, foi apresentado um novo acordo ao cliente, que consiste na isenção da cobrança de franquia, o que proporcionaria ao cliente uma indenização de R$ 4.177,96 (quatro mil, cento e setenta e sete reais e noventa e seis centavos), considerando também o veículo na situação em que se encontra”.

A Tokio Marine explica ainda que a perda total só se caracteriza quando o custo do conserto fica acima de 75% do valor do carro. Aguardamos os comentários do Cesar, lembrando que a seguradora confirmou a isenção no pagamento da franquia.

E novamente estamos torcendo e buscando contribuir para que tudo se resolva com rapidez, ou seja, para que o consumidor volte a ter uma vida tranqüila e segura, como deve ser – hummm, não resistimos e aproveitamos a deixa para lembrar e fixar nosso slogan aos leitores!

 

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