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Archive for agosto \29\UTC 2011

Como mencionado no post “A lista de Alice”, uma garota britânica de 15 anos luta contra um câncer terminal e criou este blog  para divulgar – e poder realizar – 15 sonhos de uma relação muito curiosa.

Depois de dois meses, Alice Pyne já conseguiu, por exemplo:

  • Nadar com tubarões,
  • Levar sua cadela Mabel para um concurso de labradores,
  • Ter uma sessão de fotografia e ir ao cinema com amigas,
  • Desenhar uma caneca para vender em caridade,
  • Ganhar um iPod roxo,
  • Passar por uma sessão de massagem nas costas e até
  • Conhecer os integrantes da banda Take That.

Apesar de desenganada pelos médicos, ela segue firme, entre altos e baixos, com o apoio de centenas de milhares de pessoas que acompanham o blog.

Muitos não tem ficado apenas na torcida e se empenham para ajudar a garota, transformando em realidade seus desejos, que vão dos mais simples aos (aparentemente) impossíveis.

É isso aí, Alice, o que vale é acreditar na vida!

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Como todos, nós do Consumidor Seguro também ficamos perplexos e indignados com a notícia publicada no Estado de S. Paulo na semana passada:

Após Zara, trabalho escravo é investigado pelo Ministério Público 

 “O flagrante de trabalho escravo num dos fornecedores da rede Zara no Brasil parece ser apenas a ponta do iceberg. Estão em andamento no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) outras 20 investigações contra grifes de roupas nacionais e internacionais. Como os processos correm em sigilo, os nomes dessas marcas não foram revelados.

“Esse era um assunto invisível e tabu no mundo da moda”, afirma Luis Alexandre de Faria, auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo. “Como o caso Zara ganhou repercussão, haverá uma corrida de outras empresas por legalização.”

Na oficina irregular de Americana (SP), onde foram encontradas peças com etiqueta da rede espanhola, os fiscais se depararam com roupas de outras cinco marcas conhecidas. As empresas estão sendo chamadas para prestar esclarecimentos, mas ainda não há provas concretas contra elas.

O lote de roupas encontrado nessa oficina levou os fiscais do trabalho a investigar os 50 fornecedores da Zara no Brasil. Um deles chamou a atenção. Com apenas 20 máquinas e 20 costureiras registradas, a empresa AHA produziu mais de 50 mil peças para a rede em três meses.

Os fiscais estiveram em duas das 30 oficinas de costura dessa empresa e encontraram lá 16 bolivianos e 5 crianças, trabalhando e vivendo num ambiente sujo, apertado e sem condições mínimas de segurança. O relatório e as fotos do local foram divulgados esta semana e rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais.

Os trabalhadores eram obrigados a pedir autorização para sair, tinham dívidas com os donos das oficinas e recebiam apenas R$ 2 por peça produzida. A multinacional foi responsabilizada pelas irregularidades e terá de responder a 48 autos de infração. Ser for condenada, a multa é de R$ 1 milhão.

Os dois locais foram interditados e os costureiros bolivianos, legalizados. A AHA arcou com o pagamento de R$ 140 mil de encargos trabalhistas – uma exigência da própria Zara. A multinacional divulgou, em nota, que vai fiscalizar seus fornecedores no Brasil e descredenciar os irregulares. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Carlos Alberto Bezerra (PSDB) informou que pedirá a abertura de uma CPI para investigar o trabalho escravo no Estado.

Desde 1995, mais de 40 mil trabalhadores que eram mantidos em regime análogo à escravidão foram libertados no País – a maioria deles na zona rural. Desde que as investigações começaram a ser feitas na capital paulista, quatro grandes redes varejistas de roupa foram denunciadas: Marisa, Pernambucanas, Collins e, agora, a Zara”.

P.S.: Estamos em 2011. Até quando situações escabrosas como essa irão perdurar? Fica a pergunta.

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Segundo notícia do Infomoney, “o aumento do interesse dos consumidores por produtos ecologicamente corretos vem atraindo a atenção e o investimento de muitas empresas”. A consequência disso? Essa onda verde está inundando as prateleiras dos supermercados e as publicidades em veículos de comunicação.

Assim, na tentativa de afirmar que seu processo de produção não prejudica o meio ambiente, diversos itens de consumo se autointitulam sustentáveis por meio de selos, certificados e prêmios desenhados em suas embalagens.

O problema disso tudo é que muitos consumidores se deparam com uma realidade bem diferente do discurso, já que nem todo produto que se diz comprometido com questões ambientais de fato o é.

“É um momento complicado, pois existem muitos apelos que remetem à questão de sustentabilidade e é difícil distinguir ações corretas das maquiagens verdes, o chamado greenwash”, alerta a pesquisadora do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Adiana Charoux.

Um dos principais fatores que agrava essa situação e gera desconfiança quanto à real veracidade da certificação é o caráter voluntário dos selos. Nesses selos autodeclaratórios, o própria fabricante do produto afirma que ele foi produzido com certos critérios de responsabilidade socioambiental.

Como há embalagens e fornecedores que enganam a população, divulgando um discurso vazio, o Idec aconselha que todos os consumidores procurem mais informações sobre quais foram os critérios utilizados para se chegar à certificação verde. “O consumidor deve buscar informações mais claras e concretas, porque existem apelos muito vagos e genéricos”, orienta Adriana.

Em relação às outras certificações encontradas no mercado, o Idec aponta que as mais confiáveis são as independentes, fornecidas por ONGs (Organizações não Governamentais) e entidades privadas. Afinal, para receber essas certificações, as empresas submetem seus produtos a um processo de checagem e só recebem o selo se os itens estiverem realmente adequados.

Também existem as certificações compulsórias determinadas pelo Governo. Um exemplo é o SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica), administrado pelo Ministério da Agricultura, em parceria com outras certificadoras.

“Qualquer produto agroecológico orgânico que deseje colocar em sua embalagem a informação eco, sustentável, ecológico ou algo do gênero, precisa desse selo”, esclarece Adriana.

Assim, no caso do selo presente na embalagem ser desconhecido do consumidor, a entidade defende que os consumidores pesquisem mais sobre o certificador.

“Às vezes a embalagem é pequena e não cabem todos os dados naquele espaço, mas, mesmo assim, o rótulo deve conter uma orientação, um site onde o consumidor pode encontrar mais informações sobre o selo”, conclui a pesquisadora.

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A Ace Matrix, empresa especializada em monitorar o conteúdo de televisão nos Estados Unidos, detectou que os comerciais com celebridades não têm mais o resultado esperado.

De acordo com as conclusões de uma pesquisa recente, avaliando todos os anúncios durante 11 meses em 2010, a presença de famosos não trouxe impacto positivo considerável: menos de 12% obtiveram 10% a mais de eficácia e um quinto deles causou até prejuízos aos produtos.

Segundo o estudo, a era das redes sociais criou um novo tipo de espectador, muito mais exigente e informado. A Ace Matrix diz que a transformação é profunda e radical: o consumidor atual é bem diferente daquele de cinco anos atrás.

A opinião dos amigos das redes sociais, por exemplo, hoje tem muito mais peso. A nova premissa é que o cidadão bem informado, com pouco tempo disponível e menos impressionável, só absorve publicidade relevante e informativa.

O recado parece claro: há uma desconfiança geral, como se a indústria do entretenimento não conseguisse mais fazer a cabeça do público com sua mensagem desgastada e artificial.

Ou seja, é alta a rejeição por produtos embalados no glamour fabricado do mundo do show business, sobretudo numa época em que os mitos quase não existem, vitimados por escândalos de todo tipo veiculados em nível global.

Os exemplos são vários e não poupam nem mesmo os heróis do esporte: o super golfista Tiger Woods perdeu patrocinadores e contratos milionários depois de uma série de estrondosos casos extraconjugais, enquanto a escalação do badalado cliclista Lance Armstrong, depois envolvido em suspeitas de doping, foi incapaz de salvar as pretensões da loja de eletrônicos RadioSchack.

Até a propaganda da seguradora Nationwide Auto Insurance, com o piloto Dale Earnhardt Jr., um dos astros do automobilismo americano, foi considerada tola em pesquisas qualitativas e não conseguiu, literalmente, emplacar.

O garoto-propaganda Earnhardt aparece em diversas cenas de gosto duvidoso e comenta as coberturas oferecidas pela Nationwide Auto Insurance, incluindo automóvel, residência e até proteção para negócios. Tudo com um jingle de fundo bem cafona, para dizer o mínimo.

E no Brasil? Pelo menos até o momento, as campanhas das seguradoras na TV nacional – como a “Vai que…”, da Bradesco Seguros, ou “Um conselho”, da Allianz – seguem caminhos bem diferentes, sem celebridades e com foco em pessoas e situações do cotidiano.

Até porque aqui a cultura e consumo de seguros estão em nível bem abaixo dos países desenvolvidos. É óbvio que buscar diálogo com o público através de uma celebridade, como no caso do comercial da Nationwide Auto Insurance, seria fetichizar demais a situação. E deixar um recado pouco produtivo.

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A Standard & Poor’s rebaixou a avaliação de risco da economia norte-americana para AAA – e Barack Obama reagiu com um discurso de desprezo à agência, dizendo que os Estados Unidos sempre serão um país AAA.

A arrogante e desesperada tentativa de Obama para deter a queda das bolsas de valores ao redor do mundo não surtiu quase nenhum efeito. Todas as grandes economias, inclusive a chinesa, apresentaram índices negativos na segunda-feira.

A Bolsa de Valores de São Paulo quase suspendeu o pregão no meio da tarde e então ficou mais fácil entender a lógica do pronunciamento da presidente Dilma Roussef. Sem poupar a Standard & Poor’s, ela comentou que a nova classificação dos Estados Unidos era “precipitada e não correta”.

Dilma disse também que o Brasil tem agora melhores condições de enfrentar uma crise mundial, mas não está imune. Claro, a gente tem grau BBB – e está longe de fazer parte do clube “triple A”, formado por países como Alemanha, França, Canadá e Grã-Bretanha.

E o que significa na prática essa dança das letras para Estados Unidos e Brasil? De imediato, nada. Mas pode exprimir muito em breve.

Para os Estados Unidos, é a possibilidade de perder trilhões em investimentos.

E mais: o cenário sugere que a grande preocupação de Obama tem a ver com a credibilidade abalada do país e do seu governo.

Sem crédito (no duplo sentido), ou seja, sem dinheiro e sem prestígio, a nação do american way of life parece mergulhar, cada vez mais, na crise financeira e moral mais grave de sua história.

A dança das letras pode virar dança das cadeiras e o democrata Obama corre o sério risco de dar lugar a um republicano nas próximas eleições. A julgar pela baixa popularidade do atual presidente, o rodízio é quase certo.

Já o Brasil, como bom parceiro comercial, tenta evitar danos similares. Na condição de quarto maior credor dos Estados Unidos – atrás de China, Japão e Grã-Bretanha – nosso país vai enfrentar um teste de resistência financeiro e de confiança sem precedentes.

O desafio é manter os níveis de consumo que impulsionam o emprego e a renda, além de conter o avanço do fantasma da inflação. Não será tarefa fácil.

A política também tem árdua missão, ainda mais que o revezamento de nomes já se instaurou no governo, em virtude das recentes trocas de ministros.

A pergunta que fica é para saber se a dança das letras das agências de risco vai ganhar contornos de dança das cadeiras no posto de presidente, impedindo também a reeleição de Dilma.

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Gente, vocês sabem que o Consumidor Seguro segue também a diretriz de exercitar sempre a cidadania, alertando sobre tudo que pode ser ameaça aos leitores.

A matéria abaixo saiu em Veja, a quem seguimos com grande prazer pela qualidade dos textos – e até agora sem nenhum indício de que, ao contrário de outros veículos de mesmo perfil, porte e foco, tenha sido “comprada”, o que é digno de nota que fazemos questão de aplaudir. Mas é isso é outra história, que por enquanto vamos deixar pra lá!

Phishing, uma ameaça ainda sem tradução

O golpe internético do phishing não tem (ainda?) tradução entre nós, mas qualquer pessoa que não esteja entre os chamados excluídos digitais depara-se rotineiramente com mensagens de phishers vindas por e-mail ou SMS.

O phishing é um crime que consiste em levar o destinatário dessas mensagens a fornecer seus dados pessoais, como senhas bancárias ou outros, por crer que está lidando com instituições respeitáveis. Isso ocorre normalmente após um clique que abre um site malicioso ou, de forma mais rara e tosca, por resposta direta da vítima. Trata-se de estelionato.

O termo inglês phishing surgiu nos anos 1990 e é uma alteração de fishing, isto é, “pescaria” – no caso, de dados sigilosos. Há quem acredite que há embutida também no uso do ph uma menção ao velho golpe do phreaking, este pré-informático e praticado por phone freaks, “fonemaníacos”, que manipulavam os ruídos eletrônicos dos aparelhos para enganar a central e fazer interurbanos de graça.

A elevada incidência de phishing no ambiente virtual recomendaria a adoção de uma palavra nativa para nomeá-lo, mas não parece provável que isso ocorra.

Por enquanto, o maior aliado da segurança do internauta brasileiro tem sido a incompetência dos próprios phishers locais, que normalmente enviam, em nome da Receita Federal ou de grandes bancos, mensagens tão cheias de erros grotescos de português que a maioria das pessoas fareja o golpe na primeira linha”.

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Todos sabem que o Consumidor Seguro é fã de cinema, tema de diversos posts de nossa recente história, como “Direitos humanos e direitos do consumidor” e “Mal estar contemporâneo”, em que falamos de alguns filmes preferidos.

Mas faltava contar que a gente também adora música pop. E novamente nessa área a relação de bandas e músicos é extensa.

Este post foi então pensado para homenagear uma cantora inglesa cujo talento nos deixa com saudades – calma, não estamos falando de Amy Winehouse, nem de seguro para eventos, como relatamos em “Bem vinda, Amy!”.

A razão destas linhas é a falta que faz um disco novo de outra enfant terrible da cena inglesa: Lily Rose Beatrice Allen ou, simplesmente, Lily Allen.

Faz quase três anos que ela não lança nada. Para relembrar um dos pontos altos do último disco, “It’s no me, It’s you”, e sem abandonar a temática que é vetor do blog, como não relembrar a letra de “Him”?.

E quem é “ele”?  Há controvérsias – e preferimos deixar o debate para os filósofos de plantão. O que importa aqui é a letra atual e politizada que, em determinado trecho, pergunta “você pensa que ele anda num carro sem seguro?”.

A bela viagem de Lily – ao que tudo indica, sem seguro – nos transporta para uma excursão política e histórica, com direito a citações sobre a crise financeira e o ataque terrorista contra as Torres Gêmeas!

E, como se não bastasse, no show de 2010, em São Paulo, Lily esbanjou sensualidade e simpatia, apesar da timidez no palco, mas com total domínio do público. Com vocês, o vídeo da apresentação:

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