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Archive for abril \24\UTC 2012

O Consumidor Seguro gosta de prestar homenagem ao cinema – e aos seus diretores preferidos – por meio de filmes que se utilizam do seguro (ou a falta dele) como um dos vetores da narrativa. A série que agora chamamos “Seguro no Cinema” já teve “Estranhos Prazeres” (David Cronenberg), em “Estranhos Prazeres e bizarros acidentes” e “Elefante” (Gus Van Sant), em “Seguro contra bullying”.

Também não ficou de fora o debate sobre intermediários do seguro Dpvat, no excelente “Abutres” (Pablo Tropero ), em “Direitos humanos e direitos do consumidor”, bem como “Clube da Luta” e “A Rede Social” (David Fincher), em “Mal estar contemporâneo” e “O poder da rede”, respectivamente.

Todos eles são grandes filmes, representando com vigor a produção dos anos 90 e 2000. Então, de verdade, não temos um “classicão” na lista, do tipo que atravessou mais de seis décadas e ainda permanece genial.

Consertamos a “falha” agora com “Pacto de Sangue”, do austríaco Billy Wilder. Na década do estilo noir, Wilder (que se tornou um grande diretor de comédias, como em “Quanto Mais Quente Melhor”, com Marylin Monroe) conta a história do vendedor de seguros Waleter Neff (Fred MacMurray), que se apaixona por Phyllis Dietrickson (Barbara Stanwyck).

Atraente e manipuladora, ela convence Walter a matar seu marido, simulando um acidente para enganar a polícia e ficar com o seguro de vida de US$ 100 mil. Com roteiro cheio de reviravoltas e clima de suspense, a obra de Wilder mantém o impacto dos grandes clássicos. A curiosidade é o trailler, que entra nessa pegada sombria, mas exagera num tipo de marketing hollywoodiano dispensável e ultrapassado. De qualquer forma, fica a dica:

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Em defesa dos direitos humanos, que é um dos valores do Consumidor Seguro, já denunciamos no blog que o trabalho escravo, por incrível que pareça, continua em alta. O post “Trabalho escravo na moda” envolvia a Zara, conhecida grife do universo fashion.

A “novidade” agora é que os Jogos Olímpicos de Londres – cujo pacote de seguros não devem ficar abaixo de alguns milhões de euros – estão “alinhados” com a prática. Dessa vez, a empresa em mira é a Adidas, responsável pela confecção dos uniformes dos atletas britânicos, como segue, a partir de levantamentos do jornal inglês The Independent:

 “Denúncia aponta uniformes de Londres 2012 feitos em condições de exploração

Os uniformes dos atletas e voluntários de Londres 2012 estão sendo fabricados em condições de exploração em ateliês da Indonésia, denunciou neste sábado o jornal “The Independent”.

Uma investigação revela que a marca Adidas, patrocinadora dos Jogos Olímpicos de Londres, está utilizando nove fábricas da Indonésia, onde os funcionários trabalham em condições de exploração, para produzir os uniformes oficiais da equipe britânica e dos voluntários.

Os ateliês locais utilizados pela fabricante alemã empregam majoritariamente mulheres jovens que trabalham até 65h semanais por salários ínfimos que não superam o equivalente a R$ 1,03, sustenta o “The Independent”.

A investigação também revela que os trabalhadores sofrem agressões verbais e são castigados se não cumprem com os objetivos de produção determinados.

Um porta-voz do Comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (Locog) disse neste sábado que as acusações, que consideram “extremamente sérias”, serão investigadas.

“Falamos com a Adidas e eles nos garantiram que já estão investigando as denúncias, e que as conclusões serão tornadas públicas”, explicou o porta-voz.

Uma das promessas da organização de Londres 2012, os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, que ocorrerão na capital britânica de 27 de julho a 12 de setembro, era de que seriam os mais éticos da história.

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Já se especula que o celular vai ser uma ferramenta de imenso valor na distribuição de seguros. Na semana passada, a Tim anunciou, por exemplo, que vai vender microsseguro via SMS.

A novidade no mercado de seguros está alinhada com o celular multiuso para consumo e operações financeiras, conforme conta Ligia Tuon, como segue:

“Celular agora também tem a função de carteira virtual

O celular envia e-mails, lembra dos seus compromissos, funciona como GPS e, obviamente, funciona como telefone. Mas, cada vez mais, ele pode fazer as vezes da sua carteira. Essa tecnologia permite que o aparelho carregue todos os seus cartões de forma virtual dentro dele e seja usado para pagar a compra feita em uma loja, por exemplo. Ou, com uma simples mensagem de texto, faça a transferência do seu dinheiro para o estabelecimento comercial. Alguns aplicativos com essa função já podem ser baixados por quem tem um smartphone.

O aplicativo Virtual Wallet (carteira virtual, em português) acaba de chegar ao mercado com essa finalidade. “Depois de cadastrar os cartões de crédito que você tem, eles aparecem de forma virtual na tela do seu celular. É só escolher um na hora da compra”, explica Claro Pinheiro Policarpo, diretor da divisão de cartões da Thomas Greg & Sons, empresa que fabrica, fornece soluções de segurança para cartões e desenvolveu o aplicativo gratuito.

A ideia foi divulgada esta semana na feira Cards, evento que apresentou novidades de tecnologia para o setor de cartões. O usuário com o sistema operacional Android já pode baixar o recurso, mas a lista de estabelecimentos aptos ao serviço ainda não foi fechada. “Vamos acertar isso com grandes lojas do varejo e os usuários terão acesso até o começo do segundo semestre”, diz Policarpo. Segundo ele, o aplicativo também poderá ser usado no IOS – sistema operacional do iPhone.

Outra forma de fazer pagamentos por meio do celular é encostando dois aparelhos. “O vendedor e o cliente têm de baixar um aplicativo em seus celulares. Na hora do pagamento, é só encostar os dois”, explica Ricardo Dortas, diretor do PagSeguro, empresa especializada em pagamentos. O detalhe é que, para baixar o aplicativo, também gratuito, chamado de PagSeguro NFC, o usuário tem de ter os modelos de celular C7, N9 ou 701, fabricados pela Nokia, que usa o sistema Symbian. É possível cadastrar até cinco tipos de cartões de crédito na conta.

Para os dois aplicativos, apenas o comerciante terá o custo da transação, que é semelhante à taxa administrativa de cada venda, no caso de pagamentos no cartão tradicional que fica, em média, 3% do valor da compra.

Ainda em fase de testes em São José dos Campos (SP) e Fortaleza (CE), o pagamento por meio de mensagem de texto da Mastercard também permite que o consumidor acerte suas contas pelo celular. Só precisa escolher o número correspondente ao estabelecimento fornecedor do serviço ou produto. “Os estabelecimentos serão cadastrados com um número no nosso sistema que, agora, funciona só para a operadora Vivo”, diz Luiz Guilherme Roncato, vice-presidente de plataformas inovadoras da Mastercard Brasil e Cone Sul. A ideia é que todo chip da Vivo tenha uma opção para o aplicativo no futuro. Segundo Roncato, o sistema deve chegar em São Paulo em menos de um ano.

O que já está em uso no mercado é o recurso que “transforma” o celular em máquina de cartões. Basta ter o aplicativo da Redecard ou da Cielo instalado no aparelho. A Visa também oferece duas formas de pagar pelo telefone. O Visa Mobile Payment, pelo qual o cliente cadastra o número no site do seu banco e efetua pagamentos por mensagem para estabelecimentos afiliados ao sistema. E o Visa Paywave, no qual o usuário coloca um chip no celular a faz pagamentos encostando o aparelho numa máquina. Segundo a Visa, há 240 mil desses aparelhos em funcionamento no País.

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“A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., continua seu percurso polêmico, apesar de banido da grande mídia. O caso descrito por José Carlos Ruy, do Jornal Correio do Brasil, mostra como a liberdade de expressão está longe de ser uma realidade no país, apesar do protesto de intelectuais de renome, como segue:

A Privataria Tucana” e a crise na Biblioteca Nacional

A publicação de uma resenha elogiosa ao livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., foi o estopim para uma grave crise na Revista de História da Biblioteca Nacional, envolvendo a redação da revista, a Fundação Biblioteca Nacional e a Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), responsável pela publicação da revista. O início da crise foi a demissão, primeiro, do jornalista Celso de Castro Barbosa (autor da resenha) e, depois, do editor Luciano Figueiredo.

A resenha fora publicada em 24 de janeiro no site da revista, e ficou no ar durante nove dias. A reação de líderes e parlamentares tucanos foi furiosa, a começar pelo presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, que ameaçou processar a publicação. Para o jornalista Elio Gaspari (que divulgou a crise em sua coluna na Folha de S. Paulo, em 28 de março), a intervenção de Guerra teria sido decisiva para a demissão do jornalista.

O mais recente desdobramento da crise foi a ameaça de demissão coletiva do conselho editorial da revista, em apoio ao ex-editor Luciano Figueiredo. O Conselho Editorial é formado por pesos pesados entre os historiadores brasileiros, como José Murilo de Carvalho (UFRJ), Lilia Moritz Schwarcz (USP) e Alberto da Costa e Silva (da Academia Brasileira de Letras). Além da demissão do editor, eles reclamam que o Conselho não foi consultado sobre essa decisão.

Uma conclusão possível sobre este acontecimento é reveladora da compreensão tucana do que seja liberdade de imprensa: ela não inclui críticas ao partido ou a seus cardeais. Outra conclusão aponta a ainda forte influência conservadora em setores importantes da cultura, que acatam pressões dessa natureza e agem de acordo com elas. Mas há também uma conclusão positiva, que engrandece historiadores como os membros do Conselho Editorial: eles não compactuaram contra a restrição à liberdade de pensamento representada por este triste episódio”.

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O Consultor Jurídico noticiou semana passada que a Liberty Seguros foi condenada a pagar indenização superior a R$ 80 mil. O caso envolve acidente em que a seguradora alegou que o condutor dirigia alcoolizado, como segue:

Liberty Seguros terá que indenizar cliente após acidente com perda total do veículo

O TJ-PB (Tribunal de Justiça da Paraíba) determinou que a empresa Liberty Paulista Seguros S/A indenize o casal Alírio Trindade Leite e Aline Trindade Leite, no valor de R$ 82.025 mil, após se negar a pagar a indenização securitária contratada, após acidente que gerou a perda total do veículo.

A seguradora alegou que o condutor do veículo dirigia sob efeito de bebida alcóolica, agravando o risco, o que afastaria a obrigação de indenizar. Mas segundo o desembargador Saulo Henrique de Sá Benevides, da 3ª Câmara Cível do TJ-PB, não ficou provado nos autos a condição de embriaguez que excluiria a cobertura do seguro.

Benevides afirmou que o caso é de aplicação do Código de Defesa do Consumidor e que o veículo esteve envolvido em sinistro, tendo sofrido prejuízos de ordem material, não havendo qualquer justificativa plausível para que a seguradora tenha se negado a efetuar o pagamento da indenização securitária.”

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Dessa vez, era um anúncio sobre créditos grátis em celulares. Em cinco dias, mais de 60 mil pessoas curtiram a página e deixaram dados pessoas e ficaram expostos a um “malware”, como explica Ricardo Zeef Berezin, do IDG Now, como segue:

Golpe no Facebook atinge Chrome, Firefox e 60 mil brasileiros

Durou apenas cinco dias, mas um golpe feito por brasileiros para brasileiros atingiu milhares de usuários no Facebook. Atraídos por uma promessa pouco crível – créditos gratuitos no celular – mais de 60 mil curtiram a página criada para disseminar o malware.

O problema não estava na página em si, mas no aplicativo contido nela. Ao selecioná-lo, o internauta era direcionado a um endereço onde podia instalá-lo. Abaixo, visualizava um cadastro com espaços para inserir o número do celular e sua operadora.

Quando contaminado, o perfil do usuário passava a compartilhar o mesmo comentário – cheio de erros ortográficos – em todas as publicações visualizadas, convidando outras pessoas a também visitarem a página e executarem o programa. Para convencê-las, a isca já utilizada: créditos no celular.

A principal novidade, destacada pelo portal Linha Defensiva, é que o golpe funcionava apenas nos navegadores Chrome e Firefox – tanto é que, para se livrar da praga, bastava apagá-la no menu de extensões. Isso mostra que, graças à popularidade dos dois softwares no Brasil, os cibercriminosos passaram a tê-los como alvo.

É de se pensar que vantagem financeira os responsáveis ganham com esse tipo de artimanha. É possível que vendam os números de telefone obtidos, já que essa é uma informação que muitos spammers buscam, ou que recebam a cada “curtir” entregue a determinada página (pay-per-like), pois pelo complemento podem controlar também essa interação.

Recentemente, dois portais brasileiros que ofereciam milhares de “curtir” em troca de compensação monetária foram fechados. Aparentemente, ambos, o PublicidadesOnline.com e o PublicidadesOnline.net, pertenciam ao mesmo dono.

Talvez não seja coincidência, portanto, que, das poucas mensagens compartilhadas pela página do malware, três propagandeavam a Humor Garantido, que em seis meses conseguiu mais de um milhão de fãs.

Fica a dica, então. Embora o Facebook tenha removido muitos dos golpes – “Mude a cor do seu perfil”, “Descubra quem te visitou”, “Coloque créditos grátis” – alguns continuam no ar e outros podem voltar. Não confie em aplicativos que sejam elogiados em inúmeras publicações e sempre com o mesmo texto. Essa publicidade não é gratuita, tampouco espontânea.

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